Fundo Amazônia só influencia na vida das ONGs, dizem parlamentares do AM
Para Plínio Valério e Capitão Alberto Neto o recurso do Fundo acaba ficando retido nas mãos das ONGs e não chega em quem realmente interessa, o “homem da floresta”.
Redação AM POST
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O Fundo Amazônia, criado durante o governo Lula, para captação de recursos a serem usados no combate ao desmatamento, perdeu recentemente R$ 289 milhões em recursos após a Noruega e Alemanha cortarem financiamento ao projeto. O dinheiro é destinado tanto para ONGs quanto para programas do próprio governo, como iniciativas municipais, estaduais e federais.
De acordo com o senador Plínio Valério (PSDB) apesar de todo o recurso investido no projeto o Amazonas foi pouco beneficiado com o fundo e não deverá sofrer com a perda.
“Para nós não influencia nada. Ano passado, só dois projetos foram contemplados para o Governo do Amazonas, em um total de R$ 47 milhões. As ONGs é que vão se danar, se é que vão. Para nós não faz a menor diferença congelar ou não congelar. É muita propaganda, muita balela, muita coisa em torno do Fundo Amazônia, como se fosse grande coisa para o Amazonas. Até hoje, o dinheiro que as ONGs pegaram atingiu 164 mil pessoas, a Amazônia tem mais de R$ 20 milhões de habitantes”, avaliou.
Para o deputado federal Alberto Neto (PRB) a utilização do recurso do Fundo Amazônia acaba não chegando em quem realmente interessa que é o “homem da floresta” e fica retido nas mãos das ONGs.
“Infelizmente, o dinheiro não chega na ponta, no homem da floresta, que protege o meio ambiente, que ocupa esse território inóspito, sem infraestrutura, educação, saneamento. Esse fundo deveria ser usado para essa população, mas quando a gente anda nos interior, não é isso que a gente enxerga, é a floresta em pé, e o homem na miséria. Então precisamos entender como utilizar esse fundo. O homem do interior, da floresta não vai sentir nada porque esse dinheiro fica com essas ONGs que trabalham de maneira mais filosófica e esquecem de levar riqueza pro nosso povo”, frisa.
O presidente Jair Bolsonaro comentou no último domingo (11/08) que o Brasil não precisaria desse dinheiro e que, assim, o país europeu deixaria de “comprar a prestações a Amazônia”.
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