Girão pede apoio para impeachment de Moraes: “A população precisa chegar junto”
No dia 9 de setembro, um novo pedido de impeachment deve ser protocolado no Senado.
- Foto: Tv Senado.
O senador Eduardo Girão (Novo-CE) pediu apoio popular para a abertura do processo de impeachment contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, no Senado. Para o parlamentar, os políticos temem a pressão da população em época de eleição: “as pessoas estão entendendo que a gente vive uma ditadura”.
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De acordo com Girão, a pressão da população será decisiva para colocar um freio nas decisões do Supremo.
“A população precisa chegar junto. Precisamos da população, porque as grandes mudanças deste país ocorreram nas ruas. O político respeita a pressão externa, de fora para dentro do Congresso, porque muitos deles pensam na reeleição. A pressão da população vai ser decisiva para a gente dar um freio nas decisões do Supremo”, disse.
Ainda conforme o senador, o presidente do Congresso Nacional, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), disse que iria estudar o caso, mas depois declarou à imprensa que nenhum processo contra Moraes iria fluir.
“Se tem uma coisa que qualquer político respeita, é um povo organizado que sabe se manifestar. A pressão está aumentando, e não é só da oposição. No dia da coletiva de imprensa sobre o pedido de impeachment foram vistos vários partidos que são da base do governo”, alegou o parlamentar.
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No dia 9 de setembro, um novo pedido de impeachment deve ser protocolado pela oposição no Senado Federal.
Abaixo-assinado contra Moraes
O jornal Folha de S.Paulo publicou reportagens em que Alexandre de Moraes teria utilizado o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de forma ilegal para abastecer inquéritos no STF contra apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Eduardo concordou com o abaixo-assinado pela abertura do pedido de impeachment contra o ministro, e disse que senadores devem entregar as assinaturas junto do pedido depois da próxima manifestação popular contra o ministro, que deve ocorrer no 7 de Setembro.
“Precisamos da volta da democracia por meio do reequilíbrio dos Três Poderes da República. Porque temos o Supremo mandando e desmandando no Brasil e um Senado acovardado, que se aproxima do bicentenário”, apontou.
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