Gleisi é criadora das “emendas Pix”, diz Pacheco
Presidente do Senado rebateu críticas da deputada e presidente do PT sobre projeto que obriga o pagamento de emendas de comissões.
- Foto: reprodução
Em um embate político intenso, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, e a deputada e presidente do PT, Gleisi Hoffmann, trocaram farpas nesta terça-feira, 31, envolvendo um projeto de lei complementar que visa tornar obrigatório o pagamento das emendas de comissões permanentes da Câmara e do Senado. A discussão acendeu após relatos de que apenas 0,87% dos R$ 7,5 bilhões previstos para essas emendas foram pagos no decorrer deste ano, conforme a Coluna do Estadão.
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Gleisi Hoffmann, reconhecida como deputada e uma figura destacada no Partido dos Trabalhadores, utilizou as redes sociais para criticar o projeto, destacando uma alegada contradição com as intenções declaradas por Rodrigo Pacheco, presidente do Senado.
“Se o Senado tem real interesse em contribuir para o equilíbrio fiscal, como afirmou o presidente Rodrigo Pacheco, o projeto de lei que torna obrigatório o pagamento de emendas de comissões não é o caminho correto”, declarou a deputada do PT-PR.
Ela prosseguiu: “A execução do Orçamento é incumbência do Executivo, de maneira planejada, pensando no país. O projeto presente na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado visa a apropriação de bilhões da União para atender a interesses individuais”. Gleisi ressaltou que seu partido não costuma atender a interesses individuais.
Por sua vez, o senador do PSD-MG, Rodrigo Pacheco, respondeu às críticas: “Não sou autor nem relator do projeto mencionado pela deputada, que deve ser debatido na comissão própria. No ano passado, lembro que na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), sugeri aos colegas que não incluíssem a impositividade nas emendas de relator, o que foi acatado”.
Adicionalmente, Pacheco reafirmou seu compromisso com a responsabilidade fiscal e a estabilidade das contas públicas, inclusive através da limitação do fundo eleitoral e do aprimoramento das chamadas “emendas Pix”, que são conhecidas por direcionar verbas públicas para prefeituras sem transparência e fiscalização.
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