Investigado por lavagem de dinheiro, governador do Acre diz que deputados terão R$ 4 milhões em emendas
Apesar de receber a denúncia contra o governador, o STJ entendeu não ser o caso de afastar Cameli do cargo.
- Foto: ContilNet
Notícias de Política – O governador Gladson Cameli leu sua mensagem aos deputados estaduais na primeira sessão solene do ano de 2025, na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), nesta terça-feira (4). O Superior Tribunal de Justiça tornou réu o governador do Acre por acusações de peculato, corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa por fraudes à licitações de obras públicas.
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Em pronunciamento na Aleac, Gladson afirmou que tem dado todo apoio aos parlamentares apontando para o aumento no valor das emendas individuais de cada deputado. Atualmente o legislativo do Acre dispões de R$ 4 milhões em emendas individuais.
“Quero lembrar que num passado recente, em outros governos, o valor dessas emendas era de 250 mil reais. Também temos dado todo o apoio ao Judiciário, melhorando os repasses e realizando obras em parcerias com o Tribunal de Justiça. Um exemplo é o da nossa Defensoria Pública, que durante a nossa gestão aumentou o número de advogados públicos contratados e hoje está presente em todos os municípios para atender aqueles que precisam de assessoria jurídica e não podem pagar”, declarou.
Gladson concluiu a mensagem afirmando que a união entre os poderes é essencial. “ Vamos firmar ainda mais a união entre a Assembleia Legislativa e o governo estadual nesse ano de 2025 que se inicia. Digo isso não no sentido de subserviência política entre esses poderes, mas na intenção de trabalharmos em harmonia para darmos uma resposta positiva aos anseios e necessidades da população acreana”, concluiu.
Réu no STJ
Por unanimidade, a Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) recebeu em maio de 2024 a denúncia do Ministério Público Federal (MPF) contra o governador do Acre, Gladson Cameli, pelos crimes de participação em organização criminosa, corrupção passiva, peculato, lavagem de dinheiro e fraude à licitação. O político é acusado de liderar um esquema que teria desviado mais de R$ 16 milhões em recursos públicos.
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Apesar de receber a denúncia contra o governador, o colegiado entendeu não ser o caso de determinar o afastamento de Cameli do cargo, tendo em vista que os fatos investigados, de 2019, não são atuais o bastante para justificar a medida. Contudo, segundo a relatora da ação penal, ministra Nancy Andrighi, essa decisão não impede que a necessidade do afastamento seja reavaliada nos outros inquéritos que correm contra o governador no STJ.
As investigações tiveram origem na Operação Ptolomeu III. Segundo o MPF, a empresa Murano teria sido contratada pelo estado do Acre por meio de adesão a ata de registro de preços de Goiás. Os serviços previstos na ata diziam respeito a manutenção predial, porém o MPF afirma que a maior parte da execução contratual no Acre tinha relação com obras viárias.
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