Irmãos Batista participam de jantar de Lula com prefeitos do Amazonas em Manaus
Encontro em Manaus reuniu empresários, prefeitos e aliados do governo federal durante visita presidencial ao Amazonas.
- Foto: Reprodução
Resumo
Os empresários Wesley Batista e Joesley Batista participaram de um jantar promovido pelo presidente Lula em Manaus com prefeitos e lideranças políticas do Amazonas. O encontro ocorreu em meio às discussões sobre a atuação da Âmbar Energia no estado e dívidas de municípios com a empresa ligada ao grupo J&F.
Notícias de política – Os empresários Wesley Batista e Joesley Batista participaram, na noite desta terça-feira (26), de um jantar promovido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com prefeitos, parlamentares e lideranças políticas do Amazonas. O encontro ocorreu no Rio Negro Clube, no Centro de Manaus, durante a agenda presidencial na capital amazonense.
A reunião integrou a programação oficial da visita de Lula ao estado, marcada por anúncios de investimentos federais nas áreas de habitação, logística, infraestrutura e energia. O jantar contou ainda com a presença de empresários, integrantes da base aliada do governo federal e gestores municipais do interior do Amazonas.
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Âmbar Energia entrou no centro das conversas
Nos bastidores do encontro, prefeitos aproveitaram a presença dos irmãos Batista para discutir diretamente a situação financeira dos municípios junto à Âmbar Energia, empresa ligada ao grupo J&F e atual responsável por operações do setor elétrico anteriormente vinculadas à Amazonas Energia.
A Âmbar Energia se tornou um dos principais ativos do grupo empresarial no Amazonas após assumir o controle operacional em um processo cercado por disputas judiciais, decisões da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e questionamentos sobre possíveis impactos financeiros aos consumidores do estado.
A situação envolvendo débitos de prefeituras com a concessionária também entrou na pauta informal das conversas durante o jantar. Gestores municipais demonstraram preocupação com o equilíbrio das contas públicas diante dos custos relacionados ao fornecimento de energia.
Leia mais: Irmãos Batista devem acompanhar Lula em agenda oficial em Manaus
Presença reforça aproximação com o governo Lula
A participação de Wesley e Joesley Batista em agendas ligadas ao governo federal tem sido cada vez mais frequente desde o início do terceiro mandato de Lula. Entre 2023 e 2024, os empresários integraram comitivas internacionais, participaram de reuniões institucionais e ampliaram a presença em eventos ligados ao Palácio do Planalto.
A aproximação ocorre paralelamente ao avanço dos interesses empresariais da J&F em diferentes setores da economia brasileira, incluindo energia, alimentos, celulose e infraestrutura.
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Nos bastidores políticos, a presença dos irmãos Batista no jantar em Manaus foi interpretada como mais um gesto de fortalecimento da relação entre o grupo empresarial e integrantes do núcleo político do governo federal.
Histórico da Lava Jato ainda provoca repercussão
Wesley e Joesley Batista ficaram nacionalmente conhecidos após os acordos de delação premiada firmados durante as investigações da Operação Lava Jato. As delações revelaram esquemas de repasses milionários a políticos e partidos em diferentes governos.
Em um dos depoimentos que tiveram maior repercussão nacional, Joesley Batista afirmou ter administrado contas no exterior que movimentaram entre 70 milhões e 80 milhões de dólares destinados a campanhas e grupos políticos ligados aos governos petistas durante as gestões de Lula e Dilma Rousseff.
As revelações tiveram impacto direto no cenário político brasileiro e colocaram o grupo J&F no centro das investigações sobre corrupção e financiamento político irregular.
Suspensão de multas bilionárias gerou críticas
Outro episódio envolvendo os irmãos Batista que voltou ao debate político recentemente foi a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, que suspendeu multas bilionárias previstas no acordo de leniência firmado pela J&F.
As penalidades ultrapassavam R$ 10 bilhões e estavam relacionadas aos desdobramentos das investigações da Lava Jato. A medida gerou críticas de setores da oposição e especialistas em combate à corrupção, que apontaram possível enfraquecimento dos mecanismos de responsabilização criados após as investigações.
Mesmo diante das controvérsias, os irmãos Batista seguem ampliando a atuação empresarial em setores estratégicos da economia brasileira, incluindo o mercado energético da região Norte.
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