Janones pediu R$ 200 mil a assessores para bancar campanhas
Deputado Janones falou em criar “vaquinha” na mesma reunião em que cobrou parte dos salários de servidores para “reconstruir patrimônio”
- Foto: Reprodução
Uma revelação surpreendente agita os bastidores políticos, com o deputado federal André Janones sendo acusado de propor uma “vaquinha” entre seus assessores para financiar futuras campanhas políticas. Além de solicitar a contribuição de parte do salário dos funcionários para despesas pessoais, Janones agora enfrenta críticas por tentar institucionalizar uma prática controversa.
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O áudio obtido pela coluna mostra o parlamentar detalhando a proposta durante uma reunião. “Eu pensei de a gente fazer uma vaquinha entre nós, e aí nós vamos decidir se vai ser R$ 50, se vai ser R$ 100, R$ 200, se cada um dá proporcional ao salário. Se cada um der R$ 200 na minha conta, vai ter mais ou menos R$ 200 mil para a gente gastar nessa campanha”, afirmou Janones.
A sugestão foi apresentada na mesma reunião em que o deputado foi flagrado solicitando parte dos salários dos servidores para “reconstruir seu patrimônio” após as eleições de 2016, quando concorreu à Prefeitura de Ituiutaba (MG) e foi derrotado.
A gravação revela um dos assessores argumentando que essa seria “a única saída para Janones disputar a eleição sem ceder ao sistema”, evitando receber doações de empresas ou desviar verba de emendas parlamentares.
O deputado, segundo o áudio, chegou a fazer cálculos sobre quanto arrecadaria por meio dessa “vaquinha” mensal, destacando que a proposta era legal. No entanto, a ideia não foi colocada em prática, pois Janones não concorreu nas eleições de 2020, já que seu partido, o Avante, apoiou outra candidatura.
A atual prefeita de Ituiutaba, Leandra Guedes, uma ex-assessora de Janones, foi eleita com o apoio de seu grupo político. Ela é apontada por um ex-assessor do deputado como responsável por coletar dinheiro proveniente de uma suposta “rachadinha” no gabinete. Guedes nega as acusações.
Diante da polêmica, Janones pediu a divulgação completa da reunião, argumentando que o áudio estava “fora de contexto”. A íntegra da reunião, com 47 minutos de duração, foi disponibilizada a pedido do próprio deputado.
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