Política

Jornalista espanhola afirma que grupo fundado por Lula tem estrutura criminosa

Segundo ela, o Foro de São Paulo teria recebido dinheiro proveniente do narcotráfico.

O “Jornal da Record” divulgou neste sábado (09) uma entrevista com a jornalista espanhola Cristina Seguí, na qual ela afirma, sem apresentar provas, que “o narcotráfico patrocinou partidos de esquerdas na Europa e na América Latina”, incluindo o PT.

O pretexto para a entrevista foi a prisão, há um mês, em Madri, do general venezuelano Hugo Carvajal, que foi chefe dos serviços de inteligência da Venezuela no governo de Hugo Chávez (1999-2013). O ex-militar é acusado pelos EUA de ter participado de atividades de narcotráfico com a então guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

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Uma das fundadoras do Vox, um partido de extrema-direita espanhola, que deixou após desavenças, Seguí acusa o governo espanhol, de esquerda, e “políticos e personalidades lulistas do PT” de terem ajudado a acobertar Carvajal num período de três anos em que permaneceu escondido. Segundo ela, o caso expõe atividades supostamente criminosas do Foro de São Paulo, uma organização que reúne partidos de esquerda de dezenas de países.

Segundo a reportagem da Record, “para receber e repassar dinheiro do narcotráfico para os regimes comunistas, foi criado um centro de estudos políticos e sociais em Valência, na Espanha”. Disse Seguí: “Em teoria, faturava por supostos trabalhos de investigação e de assessoria aos regime da América Ibérica. Também Dilma Rousseff e Lula faturaram esse dinheiro”.

Ao final da reportagem, o “Jornal da Record” diz que procurou o ex-presidente Lula. “Mas não obtivemos resposta sobre as acusações feitas pela jornalista espanhola”.

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A assessoria de imprensa do ex-presidente refuta essa versão e afirma que enviou uma nota à Record, que não foi divulgada. Diz o texto: “O ex-presidente Lula foi investigado, teve todos os seus sigilos quebrados e nenhuma irregularidade foi encontrada. Venceu na justiça todas as falsas acusações feitas contra ele. Lula não tem nenhuma condenação e tem plenos direitos políticos”.

Questionada pela coluna, a Record afirma que não divulgou a resposta de Lula por considerar que a nota foi genérica, “não fazia referência às acusações”.

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José Chrispiniano, assessor do ex-presidente, considera que a primeira frase da nota responde às acusações. E lamenta: “A emissora veiculou uma acusação sem provas, sem nenhuma base, feita por uma agente política de um outro país com vinculação à extrema direita. Se a Record quisesse mais informações, podia pedir.”

Fonte: UOL

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