Lula diz que reunião com Zelensky foi a que devia acontecer e defende caminho do diálogo
O presidente brasileiro sugeriu a construção de uma mesa de negociação para buscar uma solução para o conflito.
- Foto: Divulgação
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, se encontrou com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, em um encontro que ambos consideraram como necessário. Essa foi a primeira reunião presencial entre os dois líderes após uma tentativa frustrada durante o G7, realizado no Japão. Durante o encontro, Lula ouviu os posicionamentos de Zelensky e defendeu a importância de se buscar a paz e a criação de uma mesa de negociação para encerrar o conflito na Ucrânia.
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“Eu disse a ele que é necessário encontrar um grupo de países amigos que possa fazer uma proposta neutra, que não favoreça nenhum dos lados em conflito. A negociação em uma mesa é muito mais econômica do que a guerra, não há vítimas, não há mortes e não há tiros”, afirmou Lula a jornalistas, enquanto deixava o hotel em Nova York onde estava hospedado.
O presidente brasileiro sugeriu a construção de uma mesa de negociação para buscar uma solução para o conflito, mesmo reconhecendo que esse é um caminho difícil. “Eu sei que é difícil tanto para ele quanto para o presidente Putin, mas acredito que essa seja a única maneira de encontrar uma solução, através do diálogo, da paz e da negociação. Ninguém vai conseguir tudo o que deseja, ninguém vai alcançar 100% de seus objetivos. Não se trata apenas de derrotar o inimigo, mas sim de construir uma paz duradoura para evitar futuras ocupações territoriais como a realizada pela Rússia”, enfatizou Lula.
Após o encontro, o presidente brasileiro partiu de Nova York com destino ao Brasil. Sua estadia na cidade incluiu também uma reunião bilateral com o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, durante a qual ambos lançaram uma iniciativa global para melhorar as condições de trabalho.
Durante sua visita a Nova York, Lula recebeu pedidos para cerca de 60 reuniões bilaterais à margem da Assembleia-Geral da ONU, incluindo solicitações de 50 chefes de estado e 10 organizações internacionais das quais o Brasil faz parte. Desde que assumiu a presidência, Lula já se reuniu com líderes de 55 países diferentes em menos de nove meses.

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