Política

Política


A notícia que atravessa o Brasil!

Pesquisar por em AM POST

Lula faz pedido de votos para Boulos em ato, o que é vedado; adversários dizem ir à Justiça

Adversários anunciaram que irão à Justiça contra o presidente e o pré-candidato do PSOL.

01/05/2024 às 20:01

  • Durante o ato de 1º de Maio em São Paulo, o presidente Lula fez um pedido explícito de votos para Guilherme Boulos (PSOL), o que é proibido durante a pré-campanha pela legislação eleitoral.
  • Adversários políticos, incluindo o MDB e outros pré-candidatos, anunciaram ações judiciais contra Lula e Boulos por propaganda antecipada e abuso de poder político, podendo resultar em multas e outras sanções.
  • Panfletos e jornais pró-Boulos e contra Ricardo Nunes foram distribuídos no evento, mas especialistas afirmam que, por não haver pedido explícito de votos nesses materiais, eles não configuram campanha antecipada segundo a lei eleitoral.

Este resumo foi gerado automaticamente por inteligência artificial.

O ato de 1º de Maio, organizado pelas centrais sindicais em São Paulo, contou com um pedido explícito de votos do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, ao pré-candidato Guilherme Boulos (PSOL), o que é vedado pela legislação eleitoral no período de pré-campanha. Além disso, participantes do evento receberam panfletos contrários ao prefeito Ricardo Nunes (MDB), que deve ser adversário de Boulos na campanha à Prefeitura da capital em 2024, e favoráveis ao psolista.

A Presidência da República foi procurada para comentar o caso, mas não se manifestou até o fechamento deste texto. A campanha de Boulos também foi acionada para falar sobre o caso, mas não se posicionou até o momento.

Adversários anunciaram que irão à Justiça contra o presidente e o pré-candidato do PSOL.

No palco, Lula chamou Boulos de candidato, apesar de o período de convenções e registros de candidatura só se abrir em julho. “Ninguém derrotará esse moço aqui se vocês votarem no Boulos para prefeito de São Paulo nas próximas eleições. E eu vou fazer um apelo: cada pessoa que votou no Lula, em 1989, em 1994, em 1998, em 2006, em 2010 e em 2022, tem que votar no Boulos para prefeito de São Paulo”, reiterou.

PUBLICIDADE

O pedido explícito de votos a um pré-candidato é proibido pela Lei das Eleições (Lei 9.504/97). O artigo 36-A diz que não configura propaganda eleitoral antecipada “a menção à pretensa candidatura e a exaltação das qualidades pessoais dos pré-candidato”. No entanto, reforça que isso só é permitido “desde que não envolvam pedido explícito de voto”. Em geral, o TSE pune com multa o descumprimento da regra.

“Totalmente indubitável que houve pedido explícito. Tentei até dar uma olhada na jurisprudência quando envolve terceiros, mas realmente configura campanha extemporânea”, explicou Rodrigo Cândido Nunes, advogado e especialista em direito eleitoral.

Vânia Aieta, coordenadora-geral da Academia Brasileira de Direito Eleitoral e Político, tem visão semelhante.

“No caso em diagnóstico, o presidente pede votos. O Boulos não pediu mas o presidente pede e o Boulos é beneficiário do pedido, pois estavam no palanque. Pode ser considerado propaganda antecipada sujeita a mera multa. Considerando a importância de São Paulo, pode ser que tenham feito misura de risco e entendido que valeria a pena pedir votos no Primeiro de Maio. Mas, me parece mais um caso do presidente, no calor do discurso político acalorado do Primeiro de Maio, ter atravessado a linha de vedação e ter escorregado na fala que deveria ser vedada para o momento”, disse ela, que é professora da UFRJ.

Ela diz, porém, que é “zero” o risco de a declaração do Lula colocar Boulos em apuros. A punição a ser aplicada a Lula é de multa de R$ 5 a R$ 25 mil, segundo ela.

Adversários de Boulos reclamaram imediatamente do episódio. Em nota, o MDB, partido de Ricardo Nunes, informou que vai “promover uma ação na Justiça Eleitoral, buscando a aplicação de multa ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e ao pré-candidato a prefeito de São Paulo pelo PSOL, Guilherme Boulos, por propaganda eleitoral antecipada, uma vez que houve pedido expresso de votos, durante o ato de 1º de Maio, na capital”.

PUBLICIDADE

O partido, que faz parte da base do presidente com três ministérios, diz, ainda, que “pedirá ao Ministério Público (MP) a abertura de inquérito para a apuração dos valores gastos com o evento, incluindo os públicos, além do uso da estrutura sindical com o objetivo de se promover candidatura”.

“Verificada a ocorrência de abuso do poder econômico e de autoridade, deverá ser ajuizada investigação judicial eleitoral, que poderá resultar na decretação de inelegibilidade a Lula e a cassação da candidatura de Boulos, na qualidade de beneficiário consentido da conduta vedada”, afirma o diretório municipal da legenda.

Os também pré-candidatos Marina Helena (Novo) e Kim Kataguiri (União Brasil) anunciaram iniciativas semelhantes.

“Anuncio a todos que estou entrando com uma ação na Justiça Eleitoral contra a pré-campanha de Guilherme Boulos por evidente propaganda antecipada. Também denunciaremos Lula ao Ministério Público por abuso de poder político. O presidente usou a máquina pública para praticar algo ilegal – o pedido explícito de voto antes da campanha começar. É bom lembrar que o TSE declarou Bolsonaro inelegível por uma acusação parecida: “Abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação na tentativa de ter ganhos eleitorais’. E aí, será que o TSE vai ser coerente e aplicar a mesma punição ao atual presidente?”, disparou Marina Helena.

“Lula cometeu crime eleitoral. Em evento com sindicalistas, Lula pediu voto para Guilherme Boulos. Isso é campanha antecipada. amos entrar com ação na Justiça imediatamente”, afirmou Kim Kataguiri.

Jornais pró-Boulos e anti-Nunes são distribuídos no Itaquerão.

PUBLICIDADE

Boulos é o mais preparado para cuidar de São Paulo”, diz a manchete principal da capa da publicação “Cuidar de São Paulo”. As quatro reportagens do periódico são elogiosas ao pré-candidato do PSOL.

Uma inscrição no rodapé da última página indica que a tiragem da edição é de cem mil exemplares e que o responsável pela publicação é o diretório paulista do PSOL.

A capa do jornal também conta com uma chamada elogiosa a Marta Suplicy, que retornou ao PT e é cotada para compor a chapa de Boulos como vice. “Marta voltou!”, diz uma das manchetes.

Também há uma manchete que relaciona o pré-candidato do PSOL ao presidente Luiz Inácio da Silva: “Lula é Boulos, Boulos é Lula”

Cada uma das chamadas na capa menciona uma reportagem veiculada na publicação. A manchete principal faz referência a uma matéria que detalha a biografia de Boulos, expondo a vida pregressa do pré-candidato e elogiando sua atuação no Congresso.

O texto diz que “Boulos é uma pessoa que não consegue pensar só nele” e que o pré-candidato está “fechado com Lula, trabalhando por São Paulo e pelo Brasil”.

PUBLICIDADE

O título da reportagem sobre Marta Suplicy diz que a petista é “a inesquecível prefeita que está ao lado de Boulos”. O texto exalta a gestão da ex-prefeita e afirma que “Boulos e Marta têm tudo para ser uma dupla de muito sucesso”.

Marta deixou a gestão de Ricardo Nunes em janeiro deste ano e se filiou novamente ao PT, sigla em que esteve por mais de 30 anos, mas estava afastada desde 2015.

Para Rodrigo Cândido Nunes, advogado e especialista em direito eleitoral, no entanto, ao contrário da fala de Lula, os panfletos pró-Boulos não configuram pré-campanha eleitoral, a despeito do tom elogioso. Segundo Cândido Nunes, a campanha antecipada “exige a presença de pedido explícito de votos”.

Procurado, o PSOL apontou que o material “foi elaborado nos termos previstos em lei e apresenta conteúdo informativo político-partidário para a cidade de São Paulo em consonância com o material da propaganda político-partidária veiculada em rádio e TV”.

Um jornal anti-Nunes também era distribuído no local. Este, denominado “Jornal São Paulo Urgente”, de responsabilidade do Partido dos Trabalhadores. Segundo o expediente, com uma tiragem de 100 mil exemplares.

De forma análoga, Cândido Nunes afirma não se enquadrar, em tese, como pré-campanha, pois não há um pedido explícito para que o leitor não vote no prefeito de São Paulo, apesar do tom jocoso e ‘denuncioso’ contra o mandatário.

De acordo o advogado, as publicações também não fizeram o uso de “palavras mágicas” fixadas em um entendimento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para o enquadramento de campanha antecipada.

Estadão Conteúdo

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

O AM POST está em todo lugar

Baixe agora mesmo o nosso app

Faça parte da comunidade

  • Praticidade na informação

  • Notícias todos os dias

  • Compartilhe com facilidade

WhatsApp Telegram
Sobre o TEA

O Autismo traz limitações mas, isto não significa incapacidade. Todos temos alguma habilidade.

Nay Potarcio

Últimas notícias

Polícia

Polícia Federal apreende 88 quilos de drogas escondidos em tambores durante fiscalização em Tabatinga

Entorpecentes estavam ocultos em compartimentos adaptados de uma embarcação de cargas.

há 47 segundos

Manaus

Jovem morre afogado no Rio Negro após desaparecer durante banho na zona Leste de Manaus

Corpo foi localizado pelo Corpo de Bombeiros na manhã desta segunda-feira (3).

há 26 minutos

Política

Saiba quem é Alessandro Bronze, o lobista que tenta entrar na política há mais de uma década e é cotado para ser suplente de Alberto Neto

Nome ligado à concessão do principal terminal hidroviário do Amazonas, Alessandro Bronze pode integrar a chapa de Alberto Neto (PL) ao Senado.

há 26 minutos

Brasil

Câmeras registram suspeito transportando sacos com corpo da esposa após feminicídio em São Paulo

Segundo a Polícia Civil, ele esquartejou o corpo da vítima e descartou os restos mortais em diferentes pontos da cidade.

há 45 minutos

Eleições 2026

TSE muda regras para doações eleitorais em 2026; veja o que passa a valer nas campanhas

Novas normas simplificam doações via Pix, ampliam a transparência das contas e reforçam regras de fiscalização para candidatos.

há 2 horas