Lula pede “bom senso” em disputa territorial entre Venezuela e Guiana na região de Essequibo
O presidente enfatizou a necessidade de diálogo e resolução pacífica: “O que a América do Sul não está precisando agora é de confusão.”

Foto: Ricardo Stuckert.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva expressou seu apelo por “bom senso” na disputa territorial entre Venezuela e Guiana pela região de Essequibo, em meio ao referendo que acontecerá neste domingo (3) na Venezuela para avaliar o apoio popular à anexação dessa área.
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Lula, que recentemente esteve em visita ao Oriente Médio e segue para Berlim, na Alemanha, destacou a importância de evitar conflitos na América do Sul. Em entrevista antes de deixar Dubai, ele ressaltou: “O que a América do Sul não está precisando agora é de confusão. Se tem uma coisa que precisamos para crescer e melhorar a vida do nosso povo é a gente baixar o facho, trabalhar com muita disposição de melhorar a vida do povo e não ficar pensando em briga, não ficar inventando história.”
O presidente enfatizou a necessidade de diálogo e resolução pacífica, afirmando: “A humanidade deveria ter medo de guerra porque só faz guerra quando falta o bom senso, quando o poder da palavra se exauriu por fragilidade dos conversadores. Vale mais a pena uma conversa do que uma guerra.”
O referendo venezuelano abordará cinco perguntas relacionadas à disputa pela região de Essequibo, que representa 75% do território guianês. A Venezuela reivindica essa área desde o século XIX. Lula observou que o referendo, embora provavelmente atenda aos interesses de Nicolás Maduro, baseia-se em um acordo de 1966 sobre a região.
A tensão na região preocupa o Brasil, que, por meio do Ministério da Defesa, anunciou o aumento da presença militar nas fronteiras com Venezuela e Guiana, buscando uma solução diplomática para a controvérsia. A questão fronteiriça está sendo analisada pela Corte Internacional de Justiça (CIJ) desde 2018, mas a Venezuela não aceita a jurisdição do tribunal sobre o assunto. Para os venezuelanos, o Acordo de Genebra de 1966 é o único instrumento válido para resolver a controvérsia, conforme previsto na Carta das Nações Unidas.
Redação AM POST
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