Maduro critica Lula após sugestão de novas eleições na Venezuela: “Bolsonaro alegou fraude no Brasil e foi o TSE que decidiu”
Ditador venezuelano afirmou que não pratica “diplomacia de microfone” e criticou a intervenção do petista.
- Maduro critica Lula após sugestão de novas eleições na Venezuela: “Bolsonaro alegou fraude no Brasil e foi o TSE que decidiu”-Foto: reprodução
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, respondeu nesta quinta-feira, 15 de agosto, às declarações dos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT), do Brasil, e Gustavo Petro, da Colômbia, que sugeriram a realização de novas eleições no país vizinho. Durante uma entrevista ao jornal colombiano El Tiempo, Maduro afirmou que não pratica “diplomacia de microfone” e criticou a intervenção de ambos os líderes sul-americanos nos assuntos internos da Venezuela.
PUBLICIDADE
A sugestão de Petro e Lula ocorre em meio à acirrada disputa política entre Maduro e a oposição venezuelana, liderada por María Corina Machado e Edmundo González Urrutia. Petro foi o primeiro a propor abertamente a realização de “novas eleições livres”, uma ideia que foi rapidamente endossada por Lula. O presidente brasileiro afirmou que, “se Maduro tiver bom senso, poderia tentar fazer uma conclamação ao povo, quem sabe até convocar novas eleições”.
Além disso, tanto Lula quanto Petro têm pressionado as autoridades venezuelanas para que divulguem as atas eleitorais, o que eles acreditam ser um passo importante para garantir a transparência do processo político na Venezuela.
Em sua resposta, Maduro fez referência à situação política do Brasil, citando a controvérsia em torno das eleições de 2022, quando o ex-presidente Jair Bolsonaro alegou fraude e se recusou a aceitar a derrota. Maduro lembrou que foi o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) brasileiro que decidiu o resultado final, e criticou a postura de Bolsonaro, associando-o ao fascismo.
“No Brasil, o ex-presidente Bolsonaro, aliado da extrema-direita fascista da Venezuela, alegou fraude e não aceitou a derrota. E foi o tribunal brasileiro [TSE] que decidiu”, disse Maduro ao jornal El Tiempo. “Ninguém na Venezuela e em nosso governo pediu algo”.
Maduro também relembrou os eventos de 8 de janeiro de 2023, quando apoiadores de Bolsonaro invadiram e vandalizaram as sedes dos Três Poderes em Brasília. “O que se fez na Venezuela foi condenar a violência e o fascismo. Jamais praticamos a diplomacia de microfone”, afirmou o líder chavista, reforçando sua posição de não ceder à pressão internacional.
Encontrou algum erro? Clique aqui e nos ajude a melhorar a informação
Declaração de Transparência
Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
Siga-nos






