Em uma recente conferência de imprensa, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, expôs detalhes de um novo plano conspiratório para atentar contra sua vida. Segundo Maduro, a conspiração envolve civis e militares, tanto nacionais quanto estrangeiros, que já foram detidos. No entanto, o número exato de indivíduos detidos não foi revelado pelo presidente.
Dentre os detidos, Maduro destacou a presença de mercenários e militares oriundos de países como Peru, Colômbia e Estados Unidos, além de cidadãos venezuelanos. O objetivo declarado da conspiração era eliminar não apenas a vida do presidente, mas também de importantes líderes políticos e militares do país, com o intuito de instigar o caos e a instabilidade na Venezuela. Maduro apontou diretamente para o Serviço de Inteligência dos Estados Unidos (CIA), o narcotráfico colombiano e a extrema direita venezuelana (referindo-se à oposição) como participantes diretos do suposto atentado.
Esta não é a primeira vez que Maduro denuncia tentativas de atentados contra sua vida. O presidente, que pretende concorrer à reeleição ainda este ano, tem sido alvo de várias ameaças ao longo de seu mandato. Em 2018, um episódio marcante ocorreu quando dois drones explodiram nas proximidades do palco em que Maduro discursava para militares. O incidente resultou no julgamento de aproximadamente 17 pessoas.
O presidente venezuelano sustenta sua postura firme diante dos frequentes atentados contra sua vida e governo, apontando para conspirações que vão desde o âmbito interno até alegadas ações estrangeiras. Vale ressaltar que Maduro já denunciou planos semelhantes em episódios anteriores, envolvendo inclusive cidadãos estrangeiros, como os americanos Luke Alexander Denman e Airan Berry, condenados a 20 anos de prisão em 2020 por uma incursão armada fracassada na Venezuela.