Política

Política


A notícia que atravessa o Brasil!

Pesquisar por em AM POST

Maduro diz que ninguém se meteu no Brasil quando Bolsonaro contestou eleição

Em discurso para apoiadores, ele afirmou ainda que os “gringos” não têm moral para se envolver nos assuntos de Caracas.

31/08/2024 às 06:30

Em indireta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, disse que ninguém se meteu com o Brasil quando Jair Bolsonaro contestou o resultado da última eleição. Em discurso para apoiadores, ele afirmou ainda que os “gringos” não têm moral para se envolver nos assuntos de Caracas.

“No Brasil, o então presidente Bolsonaro disse que haveria fraude na eleição. Enquanto presidente ele disse que, se perdesse, gritaria fraude”, afirmou Nicolás Maduro comparando a oposição na Venezuela ao que chamou de “extrema direita fascista”.

PUBLICIDADE

“Bolsonaro não reconheceu o resultado, entrou com recurso no Tribunal Supremo, e a decisão foi que os resultados davam vitória ao presidente Lula. Palavra sagrada no Brasil. E quem se meteu com o Brasil?”, questionou. Ao que a plateia de apoiadores respondeu: “ninguém”.

Acontece que o recurso do Partido Liberal (PL), de Bolsonaro, que pedia anulação dos votos de determinadas urnas por suposto “mau funcionamento” foi rejeitado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que aplicou multa de R$ 23 milhões por litigância de má fé. Essas informações, ele omitiu.

Na Venezuela, por outro lado, o Conselho Nacional Eleitoral (CNE), órgão alinhado ao chavismo, declarou a vitória do ditador sem apresentar os dados das urnas, que nunca vieram à público, passado um mês da votação.

Os opositores Edmundo González e María Corina Machado, por sua vez, publicaram as cópias de 80% das atas, que comprovariam a sua vitória. Nicolás Maduro então pediu Supremo Tribunal de Justiça (STJ), outra instituição cooptada pelo chavismo, que confirmasse os resultados. Como era esperado, a Corte certificou a contestada reeleição do ditador e determinou que a oposição fosse investigada.

Na declaração, Nicolás Maduro confunde os tribunais ao sugerir de forma enganosa que o caso brasileiro seria similar ao venezuelano. Isso porque o TSE seria equivalente ao Conselho Nacional Eleitoral, não ao Supremo Tribunal de Justiça, correspondente no Brasil à Supremo Tribunal Federal (STF).

PUBLICIDADE

Ao contrário de Maduro, o ex-presidente Bolsonaro não foi ao STF para recorrer do resultado das eleições.

Aliados históricos, Lula tentou reabilitar Maduro quando voltou à presidência, no ano passado, mas eles passaram a trocar farpas desde que o chavista se lançou numa escalada autoritária para sufocar a oposição antes, durante e depois da votação. Diante das denúncias de fraude, o Brasil tem cobrado, em posição alinhada à Colômbia, que o órgão eleitoral da Venezuela, o CNE, divulgue os resultados de forma transparente (da mesma forma que o TSE faz no Brasil).

Como isso não aconteceu, o País segue sem reconhecer os resultados. Lula chegou a dizer que a Venezuela tem um governo de “viés autoritário” – não uma ditadura -, e passou a sugerir que fossem realizadas novas eleições. A alternativa, no entanto, é rejeitada pelos dois lados.

Antes das eleições, Nicolás Maduro atacou o sistema eleitoral brasileiro ao dizer, sem provas, que as urnas brasileiras não seriam auditáveis. A declaração levou o TSE a cancelar a missão com observadores que enviaria a Caracas.

Desta vez, o ditador se voltou também contra os Estados Unidos e repetiu as alegações infundadas do ex-presidente Donald Trump sobre fraude na última eleição. “Trump denunciou que cometeram fraude nas eleições de 2020. E quem se meteu nisso?”, questionou aos apoiadores na plateia. ‘Donald Trump muito antes da eleição gritou “fraude”, fez como a direita aqui fez: “Se eu perder, não reconheço”‘.

Ele seguiu apontando o sistema eleitoral americano como arcaico, em oposição ao venezuelano. E disparou: “Os gringos não têm moral para se meter nos assuntos eleitorais e políticos da Venezuela”.

Os Estados Unidos, assim como a União Europeia e a maior parte dos países latino-americanos não reconhecem a decisão do STJ, que ratificou a vitória de Nicolás Maduro. Nesta quinta-feira, o chefe da diplomacia da UE, Josep Borrell, insistiu que o bloco não reconhece “legitimidade democrática” da eleição.

Estadão Conteúdo

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

O AM POST está em todo lugar

Baixe agora mesmo o nosso app

Faça parte da comunidade

  • Praticidade na informação

  • Notícias todos os dias

  • Compartilhe com facilidade

WhatsApp Telegram
Sobre o TEA

O Autismo é ver o mundo de um outro jeito, e cada um de nós temos que achar um jeito de entender as diferenças.

Dr. Leonardo Maranhão

Últimas notícias

Amazonas

Na próxima semana, governador Roberto Cidade liberará mais R$ 43 milhões para regularizar pagamentos de médicos

Novo repasse será realizado na próxima semana e, somado aos R$ 84 milhões já liberados, totalizará R$ 127 milhões destinados à categoria.

há 10 minutos

Pará

Filha não resiste após ser baleada na cabeça pelo próprio pai em ataque contra a ex-companheira no Pará

Ataque dentro de uma residência terminou com três mortes e uma mulher em estado grave. A Polícia Civil investiga a motivação do crime.

há 35 minutos

Brasil

Lula desafia Trump e Milei e diz que não aceita interferência estrangeira nas eleições brasileiras

Durante convenção do PT no Ceará, presidente afirmou que a extrema direita não voltará ao poder e declarou que a única ajuda que deseja é a do povo brasileiro.

há 1 hora

Brasil

Avião ignora ordens da FAB, leva tiro de advertência e desaparece após pouso clandestino

Aeronave que entrou no Brasil vinda da Bolívia desobedeceu aos protocolos de interceptação, obrigando a Força Aérea Brasileira a adotar o último recurso previsto para impedir a continuidade do voo.

há 2 horas

Brasil

Gasolina vendida no Brasil passa a ter 32% de etanol; veja o impacto no bolso e no consumo do carro

Governo aposta em redução no preço, enquanto especialistas alertam para possível queda na autonomia dos veículos.

há 2 horas