Maduro usa referendo venezuelano sobre região na Guiana como manobra ufanista
Disputa por Essequibo acirra tensão entre os países e acende o alerta de Brasil e EUA.
- Foto: reprodução
Uma disputa territorial na região de Essequibo, rica em petróleo e abrangendo 159 quilômetros quadrados, está intensificando as tensões entre Venezuela e Guiana, levantando alertas no Brasil e nos Estados Unidos.
PUBLICIDADE
Nicolás Maduro, presidente da Venezuela, está liderando uma campanha para fortalecer um referendo popular, agendado para este domingo, onde a população será consultada sobre as medidas a serem tomadas em defesa da região. Por outro lado, a Guiana está confiante na decisão da Corte Internacional de Justiça, que busca resolver a disputa entre os dois países. Em resposta à crise iminente, o Brasil reforçou sua fronteira norte, enquanto os Estados Unidos enviaram altos funcionários para a Guiana.
O otimismo venezuelano em relação a Essequibo está sendo amplamente divulgado por Maduro, o que também se explica pela proximidade das eleições presidenciais do próximo ano. Especialistas em Direito Internacional e Relações Internacionais acreditam que o referendo é uma estratégia para impulsionar a máquina eleitoral de Maduro e dividir a oposição.
O referendo proposto por Maduro inclui cinco perguntas, todas com a recomendação de resposta afirmativa. Essas perguntas abordam a rejeição da fronteira com a Guiana, a validação do acordo de Genebra de 1966, a defesa da soberania do território, a recusa em reconhecer o Tribunal Internacional de Justiça como legítimo para resolver o conflito e a criação de um estado venezuelano chamado Guayaba Esequiba.
Opositores do regime e analistas políticos não questionam a soberania venezuelana sobre Essequibo, mas criticam a forma como Maduro conduz a disputa, acusando-o de usar o tema como uma manobra para distrair a população.
PUBLICIDADE
“Votar cinco vezes ‘sim’ no referendo nos levará a um conflito armado”, alerta Rocío San Miguel, presidente da ONG Controle Cidadão, sugerindo respostas “sim” para as duas primeiras questões e “não” para as três últimas como opção sensata.
Luís Vicente León, diretor da Datanálisis, acredita que a abstenção no referendo não é uma solução e sugere a fórmula “sim, sim, não, não e não” como resposta à consulta popular. Ele enfatiza que Essequibo é um território venezuelano, não necessitando de um referendo para ratificar tal fato.
A rivalidade pela região intensificou-se com a descoberta de petróleo, representando 70% do território da Guiana. Maduro rejeita a interferência do Tribunal Penal Internacional, que está analisando o caso a pedido da Guiana, com a decisão prevista para esta sexta-feira. A Guiana, uma ex-colônia britânica, defende a fronteira estabelecida em 1899 por um tribunal arbitral, enquanto a Venezuela recorre ao acordo assinado em 1966 em Genebra.
Encontrou algum erro? Clique aqui e nos ajude a melhorar a informação
Declaração de Transparência
Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
Siga-nos






