Mais de 40 senadores pedem para visitar Anderson Torres na prisão
Uma solicitação do deputado federal Capitão Augusto (PL-SP) foi negada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF.
Redação AM POST
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Mais de 40 senadores pediram, nesta quarta-feira, 26, para visitar o ex-ministro Anderson Torres na prisão. Encaminhada ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, a solicitação foi assinada por parlamentares de nove partidos.
Há mais de três meses, Torres está detido em uma Sala de Estado-Maior no 4º Batalhão da Polícia Militar, em Brasília. O motivo da prisão do ex-ministro é a sua suposta conivência com os atos do 8 de janeiro. Torres perdeu 12 quilos, “entrou em um estado de tristeza profunda, chora constantemente e mal se alimenta”, segundo sua defesa.
“É necessário que haja um gesto de solidariedade”, argumentou o senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado. “Tivemos a oportunidade de conviver com o Anderson. As notícias sobre o estado de saúde dele nos preocupam. O Anderson é um ótimo profissional, com emprego fixo, e esperamos que o habeas corpus feito pela defesa seja concedido.”
Na segunda-feira 24, o deputado federal Capitão Augusto (PL-SP) pediu a Moraes para visitar Torres, por, também, “razões humanitárias”. Hoje, o ministro negou a solicitação. Interpelada sobre a possibilidade de o ministro indeferir o pedido dos senadores, Tereza Cristina (PP-MS) disse que não “conta com a negativa” de Moraes.
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“Foi apenas um deputado quem pediu. Agora, somos 42 senadores”, continuou a parlamentar.
Hoje, a defesa de Torres impetrou um habeas corpus (HC) no STF solicitando a soltura do ex-ministro, para que ele responda em liberdade ou em prisão domiciliar.
“Ele pode perfeitamente responder ao processo em prisão domiciliar ou em liberdade”, continuou Marinho, ao mencionar o HC. Os advogados do ex-ministro argumentam que o HC servirá para preservar a vida de Torres.
Segundo uma avaliação psiquiátrica do ex-ministro, foi constatado o risco de suicídio. “Vem aumentando o risco de tentativa de autoextermínio”, informou o laudo. “Ainda com o intuito de conter essas crises e prevenção de suicídio, é indicada a internação domiciliar.”
*Com informação Revista Oeste
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