Marcelo Ramos critica membros do MBL por ataques à Zona Franca de Manaus: “ignorantes”
Durante uma transmissão, os membros do MBL criticaram o fato das presidências da Câmara dos Deputados e do Senado Federal serem comandadas por pessoas do Norte e do Nordeste.
- (Foto: ascom Marcelo Ramos)
Notícias de Política – O ex-deputado Marcelo Ramos (PT) publicou um vídeo em suas redes sociais criticando membros do Movimento Brasil Livre (MBL) que atacaram a Zona Franca de Manaus (ZFM) durante uma transmissão ao vivo intitulada “Precisamos destruir a Zona Franca de Manaus”, no qual afirmaram que a prioridade do país deveria ser apenas o estado de São Paulo.
Marcelo Ramos disse em sua postagem que o “MBL é um grupo que faz do seu preconceito e da ignorância instrumentos de propaganda política” e que os “bobalhões” do vídeo “são craques” em florear falso conhecimento sobre a realidade de um país do tamanho do Brasil.
“A última deles foi atacar duramente a Zona Franca sob o argumento de que São Paulo deveria ser a Zona Franca do Brasil. Alguém precisa dizer para esses ignorantes que São Paulo já é a Zona Franca do Brasil. São Paulo é o estado que mais oferece incentivo fiscal entre os 27 estados da federação. São mais de R$ 44 bilhões de incentivo fiscal por ano, enquanto o Amazonas oferece um pouco mais de R$ 11 bilhões”, disse.
Ramos destacou que qualquer país que tem dimensões continentais possui políticas para diminuir a desigualdade entre as regiões, citando que os Estados Unidos diminuíram a diferença entre o norte o sul da nação justamente com política de incentivo fiscal. No caso do Brasil, procurou-se ocupar a Amazônia também com a mesma política para induzir “o deslocamento de parte da indústria nacional para a cidade de Manaus”.
Ramos chamou os membros do MBL de imbecis e relembrou que o estado de São Paulo possui uma política de que um proprietário de terras pode plantar em 80% dela e preservar mata nativa 20%, enquanto no Amazonas é preciso plantar em 20% e preservar 80% de mata nativa. Nesse caso, a ZFM existe para que o estado não tenha que usar grande agronegócio e a mineração como matrizes econômicas, já que são agressivas ao meio ambiente.
“O amazonense, o manauara, é tão brasileiro quanto o paulista. Nós não queremos entrar numa concorrência ou numa disputa com São Paulo, tanto que sempre lutamos pelo equilíbrio da indústria implanta em Manaus e em São Paulo. Agora, isso é coisa que esses bobalhões ignorantes nunca vão entender”, concluiu.
Preconceito
Durante a transmissão, os membros do MBL criticaram o fato das presidências da Câmara dos Deputados e do Senado Federal serem comandadas por pessoas do Norte e do Nordeste. Um deles faz um comentário xenofóbico dizendo que o Brasil saiu da política do café com leite para cuscuz com açaí, em referência ao tempo em que São Paulo e Minas Gerais controlavam o governo federal. Atualmente, as casas são comandadas pelo deputado Hugo Motta (Republicanos), da Paraíba, e pelo senador Davi Alcolumbre (União), do Amapá.
Os emebelistas, além de defenderem que os incentivos fiscais ficassem apenas em São Paulo, disseram que os outros estados deveriam viver de mesada e fizeram outro comentário xenofóbico contra baianos. O MBL surgiu na esteira dos protestos que culminaram no impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). Com o passar do tempo e com políticos eleitos, o movimento se aproximou do bolsonarismo em alguns estados, além de conter membros assumidamente ligados à extrema-direita.
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