Maria do Carmo defende rigor contra agressores, mas mantém aliança com Rosses, que já foi denunciado por violência doméstica
Enquanto cobra punição mais dura para agressores de mulheres, Maria do Carmo enfrenta questionamentos sobre o apoio político ao vereador Coronel Rosses.
- A pré-candidata ao Governo do Amazonas, Professora Maria do Carmo (PL), defende publicamente o combate à violência contra mulheres, mas mantém aliança política com o vereador Coronel Rosses (PL), alvo de denúncias.
- Há registros na DECCM: em 2018, a ex-esposa Carla Trindade relata ofensas verbais, ameaças e pedido de medidas protetivas; em 2019, constam injúria no contexto de violência doméstica e vias de fato.
- A repercussão chegou à Câmara Municipal de Manaus, onde parlamentares cobraram posicionamento de Maria do Carmo e criticaram a presença/apoio a Rosses.
- Os bastidores seguem pressionando por uma resposta: se Maria do Carmo manterá ou não o apoio a Rosses na articulação visando as eleições de 2026.
Este resumo foi gerado automaticamente por inteligência artificial.
- Foto: reprodução/IA
Notícias de política – A pré-candidata ao Governo do Amazonas, Professora Maria do Carmo (PL), tem sido alvo de questionamentos nos bastidores da política amazonense. Em suas redes sociais ela adota um discurso firme de defesa dos direitos femininos, mas mantém uma aliança estratégica com o vereador Coronel Rosses (PL) acusado de violência doméstica.
Durante o evento “A importância da mulher nos espaços de poder”, realizado em junho deste ano e promovido pelo Partido Liberal, Maria do Carmo enfatizou a necessidade de combater a violência de gênero:
“Eu tenho certeza que a gente tem que endurecer as políticas públicas contra os agressores e principalmente o agressor de mulheres.”
No entanto, a proximidade com Rosses, que busca espaço nas articulações para as eleições de 2026, gerou ruídos devido ao histórico de denúncias contra o militar.
Qual fato chama atenção no cenário político?
A fala ocorre em um momento em que Coronel Rosses (PL), vereador de Manaus e integrante do mesmo grupo político da pré-candidata, já foi alvo de duas denúncias registradas por sua ex-esposa, Carla Trindade, mãe de sua filha, na Delegacia Especializada em Crimes contra a Mulher (DECCM).
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Os boletins de ocorrência não equivalem a condenação criminal, mas documentam denúncias apresentadas à Polícia Civil e deram origem aos procedimentos previstos na Lei Maria da Penha.
O que consta no boletim registrado em 2018?
O primeiro boletim, registrado sob o nº 18.E.0170.0005637, relata que a vítima afirmou ter sido ofendida verbalmente e ameaçada.
Segundo o documento, Carla Trindade declarou que Rosses:
- foi até sua residência;
- teria a chamado de “vagabunda”;
- afirmou que ela “ficaria sem a mãe”;
- teria feito ameaças.
O boletim registra ainda:
- pedido de medidas protetivas;
- instauração de inquérito policial;
- encaminhamento da vítima para atendimento psicológico e assistencial.
O que relata o boletim de 2019?
No segundo registro, de nº 19.E.0170.0003689, foram lançadas duas ocorrências:
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- Injúria no contexto de violência doméstica;
- Vias de fato (agressão física sem lesão corporal).
De acordo com o relato constante no documento, a vítima informou que sofreu uma cotovelada e foi novamente ofendida com palavras de baixo calão.
Após o registro, foram solicitadas novas medidas protetivas e o caso seguiu para continuidade dos procedimentos policiais.
O caso já repercutiu na Câmara Municipal?
Sim. O histórico das denúncias voltou ao debate público no mês passado, durante uma sessão da Câmara Municipal de Manaus.
Em meio a um bate-boca no plenário, o vereador Jander Lobato mencionou os boletins de ocorrência envolvendo Coronel Rosses, levando o tema novamente ao centro das discussões políticas.
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“Então, vossa excelência está afiliado no P.L. Deus, Pátria e Família. Olha pra cá, senhor Rosses, você foi treinado pra isso, pra ser macho. (…) Eu não acho decente um vereador estar nesta Casa aqui que já bateu em mulher. Eu repudio veementemente isso“, declarou.
Jander também cobrou posicionamento da pré-candidata ao Governo do Amazonas, Maria do Carmo (PL), durante seu discurso no plenário.
“Eu quero ver a sua candidata, Maria do Carmo, andando abraçada com vossa excelência. E ela ser questionada, já que ela é mulher e tem que ajudar a defender mulheres”, disse.
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Após as acusações, Coronel Rosses utilizou a tribuna para se defender. Segundo ele, a origem da denúncia estaria relacionada a um conflito familiar envolvendo a filha.
Maria do Carmo vai continuar apoiando o Coronel Rosses?
Diante da repercussão do caso, o principal questionamento que ecoa nos bastidores políticos é se a Professora Maria do Carmo vai manter o apoio e a aliança com o Coronel Rosses. A pré-candidata enfrenta o desafio de justificar a permanência do vereador em seu grupo político.
A falta de uma resposta clara sobre o futuro político de Rosses na chapa majoritária tem alimentado críticas de opositores, que apontam incoerência entre o discurso público da professora e suas decisões práticas de bastidores.
A indefinição de Maria do Carmo sobre continuar ou não com o apoio a Rosses fragiliza sua principal bandeira de campanha em um momento de intensificação das articulações para 2026. Analistas políticos locais apontam que o silêncio ou a tentativa de blindar o vereador para manter a unidade do PL pode custar caro à imagem de “renovação e proteção” que a professora tenta construir no estado.
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Declaração de Transparência
Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
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