Maria do Carmo Seffair posa como defensora da moral mas já foi denunciada por “Caixa 2” em campanha; entenda o caso
Sua postura de defensora da transparência na política contrasta com seu próprio histórico.
- Foto: Reprodução
Notícias policiais – A empresária e ex-candidata a vice-prefeita de Manaus, Maria do Carmo Seffair, tem adotado um discurso moralista e de forte condenação a seus opositores políticos. Recentemente, criticou duramente a gestão do prefeito de Manaus, David Almeida, especialmente após a repercussão de uma viagem ao Caribe com a primeira-dama, Izabelle Almeida. Maria do Carmo classificou o episódio como “imoral” e afirmou que a administração municipal acumula “uma sequência de absurdos”.
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Entretanto, sua postura de defensora da transparência na política contrasta com seu próprio histórico. A ex-candidata está no centro de uma polêmica após ter sido denunciada por envolvimento em um suposto esquema de caixa 2, que acabou abalando a campanha eleitoral encabeçada pelo Capitão Alberto Neto (PL), do qual Seffair era vice.
O autor da denúncia é o professor Ronaldo Fernandes, que é ex-candidato a vereador pelo Partido Novo. Fernandes afirma ter reunido provas contundentes contra Maria do Carmo, que incluem gravações, fotografias, extratos bancários e prints de conversas por aplicativos de mensagens. Segundo ele, a candidata teria repassado, de forma ilegal, quantias substanciais de dinheiro para ele e para um grupo de 220 cabos eleitorais que estavam sob sua coordenação.
Uma das provas mais alarmantes é uma gravação em que Maria do Carmo admite ter enviado quase R$ 1 milhão para Fernandes e seu grupo, violando as leis eleitorais. Em um dos áudios apresentados, a candidata afirma: “Ronaldo, estou tentando arrumar 50.000. Mas não tenho esse valor. Posso fazer Pix”. A mensagem foi enviada na véspera da votação do primeiro turno. Ela continua, prometendo: “Vou mandar levar 20.000. Meu limite de Pix é de 2.000 à noite. Amanhã eu passo cedo mais 20.000”.
A denúncia também cita o envolvimento de Kellen Cristina Veras Lopes, ex-secretária de comunicação da Prefeitura de Manaus durante a gestão de Arthur Virgílio. Atualmente, Kellen Cristina é uma das principais aliadas de Maria do Carmo, além de ocupar o cargo de presidente municipal do Partido Novo. O papel de Kellen Cristina no esquema ainda não foi completamente esclarecido, mas sua proximidade com a candidata e sua posição estratégica levantam suspeitas adicionais sobre o alcance e a organização do esquema de caixa dois.
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A repercussão negativa das denúncias levou filiados do partido Novo, legenda a qual Maria do Carmo estava vinculada, a solicitarem sua expulsão. A presença da empresária no partido, que se apresenta como defensor da ética e da transparência na política, tornou-se insustentável após as revelações. A legenda, que construiu sua imagem sobre valores de integridade, enfrenta agora o desafio de lidar com as acusações contra uma de suas filiadas mais expressivas.
Maria do Carmo, por sua vez, nega as irregularidades e alega estar sendo vítima de perseguição política. Para ela, as denúncias têm como objetivo descredibilizar sua imagem e enfraquecer sua influência no cenário político local. Contudo, a contradição entre seu discurso e as acusações lança dúvidas sobre sua coerência política.
Caso as acusações sejam comprovadas, Maria do Carmo poderá enfrentar sérias consequências legais.
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