Marinho critica campanha do PT por taxação de “super-ricos”: “Querem dividir o país em 2”
Segundo Marinho, o PT estaria promovendo uma “estratégia do ódio” para dividir o Brasil entre “pobres contra ricos”.
- Pedro França / Agência Senado
Notícias de Política – O senador Rogério Marinho (PL–RN) fez duras críticas, nesta quinta-feira (3 de julho de 2025), à campanha do PT que defende a taxação de bilionários, bancos e casas de apostas, conhecida como campanha “Taxação BBB”.
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Segundo Marinho, o PT estaria promovendo uma “estratégia do ódio” para dividir o Brasil entre “pobres contra ricos, pretos contra brancos, patrões contra trabalhadores”. Para ele, esse tipo de narrativa é um “filme ruim” cujo desfecho sempre traz prejuízos ao país.
O senador também criticou a ocupação recente de um prédio do banco Itaú, na Avenida Faria Lima, em São Paulo, por cerca de 50 militantes de esquerda. Marinho apontou que existe tratamento desigual entre militantes de diferentes espectros políticos. “Se apoiadores da direita invadem prédios, é cadeia; com a esquerda, não dá em nada”, afirmou.
Sobre a campanha “Taxação BBB”
A campanha foi lançada no dia 26 de junho e busca pressionar por uma reforma no Imposto de Renda para aumentar os tributos sobre bilionários, bancos e casas de apostas. O presidente Lula divulgou a campanha durante um evento na Bahia, com o slogan “Mais justiça tributária e menos desigualdade”.
A mobilização inclui peças publicitárias que mostram trabalhadores carregando sacos pesados de “imposto”, enquanto os super-ricos aparecem carregando cargas simbólicas muito menores. Algumas dessas peças foram produzidas com o uso de inteligência artificial.
Reações no Congresso
A campanha tem gerado críticas de parlamentares do Centrão e de integrantes da oposição, como o governador Romeu Zema. Eles acusam o governo de usar a campanha como uma jogada eleitoral com discurso demagógico. Já o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defende a proposta e afirma que os mais ricos devem contribuir mais para o equilíbrio das contas públicas e para a redução da desigualdade social.
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