MBL pede investigação sobre pagamento de “vale-champanhe” de até R$ 300 mil no senado federal
O benefício teria sido concedido a cerca de 800 servidores públicos da Casa no fim de dezembro de 2025.
- Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Notícias de Política – O Partido Missão, ligado ao Movimento Brasil Livre (MBL), acionou o Ministério Público Federal (MPF) para investigar o pagamento de uma remuneração adicional que pode chegar a R$ 300 mil por servidor do Senado Federal. O benefício teria sido concedido a cerca de 800 servidores públicos da Casa no fim de dezembro de 2025.
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Segundo informações reveladas pela coluna da jornalista Andreza Matais, o Senado destinou aproximadamente R$ 46 milhões em pagamentos extras no dia 29 de dezembro. O bônus, apelidado de “vale-champanhe”, gerou repercussão e críticas nas redes sociais e no meio político.
No pedido encaminhado ao MPF, o presidente do Partido Missão, Renan dos Santos, afirma que os pagamentos podem configurar atos de improbidade administrativa e solicita a apuração detalhada da legalidade da medida.
O benefício é formalmente denominado Vantagem Pessoal Nominalmente Identificada (VPNI). Trata-se de um adicional incorporado aos salários para preservar vantagens que haviam sido extintas ao longo da carreira dos servidores.
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Documentos obtidos pela imprensa indicam ainda que o sindicato dos servidores contratou um escritório de advocacia para atuar na ação que resultou na derrubada de veto relacionado ao pagamento da VPNI. Os honorários advocatícios teriam sido fixados em 10% do total arrecadado com os valores pagos, o que contribuiu para elevar o montante final desembolsado pelo Senado.
Para o Partido Missão, a contratação do escritório de advocacia e os critérios utilizados para o pagamento do benefício também precisam ser investigados. A legenda pede que o Ministério Público solicite ao Senado informações detalhadas sobre os repasses efetuados, incluindo a lista de beneficiários, valores individuais e fundamentos legais, e que adote as medidas judiciais cabíveis caso sejam identificadas irregularidades.
O Senado Federal ainda não divulgou oficialmente os valores individualizados nem se manifestou sobre o pedido de investigação feito ao Ministério Público.
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