‘Me julguem como julgaram a chapa Dilma-Temer em 2017’, diz Bolsonaro
Assim como Bolsonaro, a chapa vencedora das eleições de 2014 foi acusada de abuso de poder econômico.
- Presidente Jair Bolsonaro durante coletiva ao sair da reunião no Ministério de Minas e Energia onde tratou sobre energia (petróleo e solar) com o ministro Bento Albuquerque e os presidentes da Petrobras E ANP. | Sérgio Lima/Poder360 05.jan.2020|
Jair Bolsonaro, ex-presidente do Brasil, expressou nesta quarta-feira, 21, sua confiança de que seus direitos políticos não serão cassados caso o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) siga o mesmo entendimento adotado em 2017, durante o julgamento da chapa composta por Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer (MDB), candidato a vice-presidente.
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“Julguem-me seguindo o exemplo do julgamento da chapa Dilma-Temer”, declarou Bolsonaro a jornalistas nesta manhã, após visitar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O TSE agendou para quinta-feira, 22, o julgamento da ação que poderá tornar Bolsonaro inelegível.
Assim como Bolsonaro, a chapa vencedora das eleições de 2014 foi acusada de abuso de poder econômico. O ex-presidente enfrenta acusações relacionadas a uma reunião com embaixadores em julho de 2022, na qual questionou a transparência e segurança do processo eleitoral.
“Se o TSE, utilizando a jurisprudência de 2017, decidir aplicar o mesmo entendimento ao meu caso, o que, em minha opinião, deveria ocorrer por uma questão de coerência, a acusação contra mim por ter me reunido com embaixadores perderá força”, afirmou Bolsonaro aos jornalistas na segunda-feira, após visitar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). “Basta seguir os precedentes do TSE, como ocorreu em 2017, e serei absolvido. Não há motivo para cassarem meus direitos políticos.”
Bolsonaro também mencionou que suas reuniões com embaixadores ocorreram fora do período eleitoral, e que a reunião foi uma resposta ao ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que, dois meses antes, também havia se reunido com embaixadores – segundo Bolsonaro, fora de sua competência – para discutir sobre as eleições.
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Em 2017, a tese de que não havia provas de que dinheiro proveniente do megaesquema de corrupção da Petrobras tivesse sido utilizado na campanha petista prevaleceu com uma votação de 4 a 3. O então presidente do TSE, Gilmar Mendes, que proferiu o voto de desempate, destacou que a Justiça deveria agir rigorosamente dentro da lei e das evidências para não usurpar a soberania popular.
“O objeto desta questão é muito sensível e não se assemelha a qualquer outro, pois tem como pano de fundo a soberania popular. Por isso, a Constituição estabelece limites […] Não se substitui um presidente da República a todo momento, mesmo que se deseje. E a Constituição valoriza a soberania popular, independentemente do valor de nossas decisões”, declarou Gilmar naquela ocasião.
Redação AM POST
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