Membros da oposição a Maduro são presos na Venezuela
Entre os detidos estão membros do partido da candidata presidencial María Corina Machado, que afirma que isso se trata de uma “tentativa de intimidar e desmobilizar a oposição”.
- María Corina Machado e Nicolás Maduro – Foto: Reprodução
O procurador-geral da Venezuela, Tarek William Saab, anunciou nesta segunda-feira (22) que o Ministério Público do país ordenou a prisão 13 membros da oposição ao regime chavista pelos crimes de conspiração contra o presidente Nicolás Maduro e “traição à pátria”.
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Ordens de prisão foram emitidas contra a ativista de Direitos Humanos Tamara Sujú, a jornalista Sebastiana Barráez, do site argentino Infobae, os youtubers Norbey Marín e Wender Villalobos, e dos ex-militares Mario Carratú Molina e José Colina. Eles foram acusados de “traição à pátria e homicídio intencional qualificado em grau de tentativa do presidente da República e do governador de Táchira (Freddy Bernal), terrorismo e associação”.
Entre os acusados estão membros do partido Vamos Venezuela, da candidata presidencial María Corina Machado, que não foi indiciada.
A direção nacional do partido rejeitou as acusações aos seus membros e disse que elas se tratam de uma “tentativa de intimidar e desmobilizar a oposição”, que representa “uma ameaça eleitoral para o chavismo”. Machado, que tem uma crescente popularidade nas pesquisas, está impedida de exercer cargos de eleição popular por uma inabilitação imposta pelo regime de Maduro.
As prisões ocorrem em um momento de grande turbulência política na Venezuela. O país enfrenta uma grave crise econômica e social, com escassez de alimentos, medicamentos e um agravamento significativo da violência. Além disso, as eleições presidenciais estão previstas para ocorrer em breve, o que tem intensificado os conflitos entre governo e oposição.
Nicolás Maduro busca se manter no poder, mesmo diante da crescente insatisfação popular e das pressões internacionais. A oposição, por sua vez, busca se fortalecer para apresentar uma alternativa ao atual governo. No entanto, a inabilitação de líderes opositores e os constantes ataques e perseguições políticas dificultam a formação de uma frente unificada contra Maduro.
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