Mercosul se reúne nesta quinta com crise entre Venezuela e Guiana e às vésperas da posse de Milei
Ao final do encontro, Lula passará a presidência do Mercosul ao Paraguai.
- Foto: Ricardo Stuckert
Nesta quinta-feira (7), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lidera a 63ª edição da reunião de cúpula do Mercosul, realizada no Rio de Janeiro. O bloco, composto por Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai, discute uma série de questões que vão desde a crise entre Venezuela e Guiana até a assinatura de um acordo comercial inédito com Singapura.
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A reunião acontece em um momento estratégico, três dias antes da posse de Javier Milei como presidente da Argentina. Milei, que derrotou o candidato governista apoiado por Lula, Sérgio Massa, é crítico do Mercosul. No entanto, sua equipe expressou apoio à conclusão do acordo comercial entre o bloco sul-americano e a União Europeia.
Um dos destaques da agenda é a assinatura do acordo comercial entre o Mercosul e Singapura, representando o primeiro tratado do bloco com um país asiático. O acordo busca ampliar os fluxos comerciais, proporcionar previsibilidade e condições favoráveis para investimentos. O governo brasileiro estima que o acordo possa resultar em um aumento de R$ 28 bilhões no PIB do Brasil até 2041, além de R$ 49,1 bilhões adicionais no fluxo comercial.
Outro ponto relevante é a promulgação do protocolo de adesão da Bolívia ao Mercosul. Embora o processo precise da aprovação do Congresso boliviano e cumpra diversas etapas nos próximos quatro anos, a entrada da Bolívia representa mais um passo na integração regional.
A reunião também aborda a crise entre Venezuela e Guiana, sendo que a Venezuela está suspensa do Mercosul desde 2017. O país liderado por Nicolás Maduro busca anexar a região de Essequibo, rica em petróleo, gerando uma nova tensão na região.
Apesar das expectativas do presidente Lula em anunciar a conclusão das tratativas do acordo com a União Europeia durante a reunião, as negociações devem se estender. O evento inclui diversas reuniões e encontros, com destaque para a presença dos líderes dos países membros plenos, associados e convidados.
A assinatura desses acordos e as discussões em curso reafirmam a importância do Mercosul como um espaço de integração e cooperação regional, enfrentando desafios e avançando em sua agenda internacional.
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