Michelle Bolsonaro teria estimulado golpe de estado, segundo Mauro Cid
Cid aponta a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro como uma das figuras que pressionavam Jair Bolsonaro.
- Foto: Sérgio Lima
Notícias de Política – A delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid, que teve seu sigilo levantado nesta quarta-feira (19/2) por decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, trouxe novas e impactantes revelações sobre os bastidores da tentativa de golpe de Estado no Brasil. Nas quase 500 páginas de depoimentos fornecidos à Polícia Federal (PF), Cid aponta a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro como uma das figuras que pressionavam Jair Bolsonaro a aderir a uma tentativa de ruptura institucional.
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De acordo com o ex-ajudante de ordens, Michelle atuava junto a um grupo de aliados mais radicais, incentivando o ex-presidente a questionar o resultado eleitoral e a buscar apoio para a perpetuação no poder. Esse grupo, segundo Cid, era composto por nomes como Onyx Lorenzoni, Jorge Seiff, Gilson Machado, Magno Malta, Eduardo Bolsonaro e o general Mario Fernandes, que era secretário-executivo do general Luiz Eduardo Ramos.
Influência e Pressão
Em sua delação, Cid descreve que essas figuras se reuniam constantemente com Jair Bolsonaro e o persuadiam a resistir ao resultado das urnas. O general Mario Fernandes, por exemplo, teria atuado de forma incisiva junto a integrantes das Forças Armadas para convencê-los a aderir ao plano golpista.
A ex-primeira-dama, segundo o depoimento, reforçava o discurso de que Bolsonaro tinha apoio popular e dos CACs (colecionadores, atiradores e caçadores) para levar adiante um movimento de ruptura. Essa suposta pressão constante teria sido um dos fatores que mantiveram o ex-presidente hesitante em reconhecer a derrota para Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições de 2022.
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Repercussão Política
As novas revelações de Mauro Cid devem intensificar a pressão sobre Michelle Bolsonaro e os demais citados na delação. A PGR (Procuradoria-Geral da República) deve avaliar as implicações jurídicas das acusações e possíveis desdobramentos investigativos.
A defesa da ex-primeira-dama ainda não se pronunciou oficialmente sobre as declarações de Cid. No entanto, aliados do ex-presidente já começam a articular estratégias para rebater as alegações e minimizar os impactos das novas informações que vieram à tona.
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