Militar preso por envolvimento no plano para morte de Lula é transferido para Manaus
Hélio Ferreira Lima foi preso preventivamente em 19 de novembro de 2024, no Rio de Janeiro.
- Foto: divulgação
Notícias de Política – O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta terça-feira (4) a transferência do tenente-coronel do Exército Hélio Ferreira Lima, preso na Operação Contragolpe, de Brasília para Manaus. O militar é um dos chamados “kids pretos” e está detido sob acusação de envolvimento em um suposto plano para assassinar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o próprio Moraes.
Hélio Ferreira Lima foi preso preventivamente em 19 de novembro de 2024, no Rio de Janeiro, e permaneceu detido no Batalhão de Guardas do Exército, na capital fluminense, até ser transferido para Brasília em 4 de dezembro. Atualmente, encontra-se sob custódia no Comando Militar do Planalto e solicitou a mudança para a unidade militar de Manaus, a fim de ficar mais próximo de sua família.
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Em resposta ao pedido, o Comando Militar da Amazônia confirmou a existência de uma vaga disponível em Manaus, com as condições necessárias para o cumprimento da prisão domiciliar do militar. Dessa forma, conforme decisão judicial, ele será transferido para o 7º Batalhão de Polícia do Exército, localizado na capital amazonense.
Na decisão, Moraes determinou: “Defiro os requerimentos e autorizo a transferência do custodiado Tenente-Coronel Hélio Ferreira Lima para o 7º Batalhão de Polícia do Exército, localizado em Manaus/AM. Comunique-se ao Comandante do Comando Militar da Amazônia, General Ricardo Augusto Ferreira Costa Neves. Oficie-se ao 7º Batalhão de Polícia do Exército, localizado em Manaus/AM. Intimem-se os advogados regularmente constituídos”.
A prisão e a investigação
A Operação Contragolpe, conduzida pela Polícia Federal, investiga a existência de uma organização criminosa que teria planejado a prisão e o assassinato de autoridades em 2022. O grupo, composto por militares e um policial federal, é acusado de usar conhecimento técnico-militar para elaborar estratégias com o objetivo de impedir a posse do governo eleito democraticamente e restringir o funcionamento do Poder Judiciário.
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Entre as ações do grupo, destaca-se um “detalhado planejamento operacional” denominado “Punhal Verde e Amarelo”, que seria executado em 15 de dezembro de 2022 para assassinar o presidente Lula e o vice-presidente Alckmin.
Em novembro de 2024, cinco pessoas foram presas por determinação do STF, incluindo quatro militares do Exército ligados às Forças Especiais, conhecidos como “kids pretos”: o general de brigada Mario Fernandes (na reserva), o tenente-coronel Hélio Ferreira Lima, o major Rodrigo Bezerra Azevedo e o major Rafael Martins de Oliveira. Também foi detido o policial federal Wladimir Matos Soares.
Na segunda-feira (2), Moraes já havia autorizado a transferência de Mario Fernandes e Rodrigo Bezerra Azevedo para Brasília. Segundo as investigações, Fernandes teria sido responsável por armazenar documentos sobre o plano e instituir um “gabinete de crise” para ser ativado após a execução do ataque.
As investigações continuam em curso, e a Polícia Federal busca identificar possíveis novos envolvidos no suposto complô.
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