Ministro de Lula acusado de peculato pode ser derrubado por mudança no STF
Mudança em regimento do STF pode antecipar condenação de Waldez Góes.
Redação AM POST*
PUBLICIDADE
A mudança feita no final do ano passado no regimento interno do Supremo Tribunal Federal (STF) pode gerar a primeira crise ligada ao combate à corrupção do terceiro governo do presidente Lula (PT). Pela nova regra, o julgamento do ex-governador do Amapá e novo ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, deve ser retomado logo.
Waldez foi condenado a seis anos e nove meses de prisão, em regime semiaberto, pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), em novembro de 2019. No entanto, a defesa recorreu da decisão ao Supremo Tribunal Federal (STF), que acolheu o pedido de habeas corpus.
O ministro Alexandre de Moraes foi o responsável pela suspensão do julgamento ao pedir vistas do processo. Outros dois ministros votaram contra Waldez Goés. São eles: Marco Aurélio Mello, que deixou a Corte pela aposentadoria, e Luís Roberto Barroso. Com mais um voto, o STF confirma a condenação do ministro de Lula.
A ação está parada no Supremo desde 2021. O caso está na Primeira Turma, que agora é formada pelos ministros Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Se condenado, cabe recurso ao plenário do Supremo.
Na ação penal, Waldez Góes é acusado de peculato por desviar valores de empréstimos consignados dos servidores estaduais quando governava o Amapá. De acordo com a denúncia, ele usou a verba para quitar despesas de outras áreas do governo estadual. Por maioria, os ministros do STJ também determinaram ao réu o pagamento de multa de R$ 6,3 milhões.
PUBLICIDADE
A defesa de Góes nega que ele tenha se apropriado de recursos públicos e alega que a condenação dele foi baseada no fato do então governador ter atrasado o pagamento dos empréstimos consignados aos bancos em época de reconhecida dificuldade do estado.
Com a mudança, feita no regimento interno da Corte, no final do ano passado, esse julgamento deve ser retomado no segundo semestre do ano.
*Com informações da Revista Oeste
Encontrou algum erro? Clique aqui e nos ajude a melhorar a informação
Declaração de Transparência
Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
Siga-nos






