Ministros Ricardo Lewandowski e Fernando Haddad comunicam saída do Governo Lula
Possíveis saídas no início de 2026 podem provocar mudanças no primeiro escalão do Executivo.
- (Foto: Divulgação)
Resumo rápido
Ricardo Lewandowski deixa Ministério da Justiça até 9/1 por desgaste, abrindo debate para recriar pasta de Segurança. Haddad sai da Fazenda em fevereiro para campanha Lula 2026. Saídas sinalizam reformulação ampla na Esplanada ante eleições.
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Notícias de política – Dois ministros do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestaram, nos bastidores, o desejo de deixar seus cargos neste início de 2026. O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, já teriam comunicado ao presidente a intenção de encerrar suas passagens pelas pastas, o que pode antecipar uma nova reorganização no alto escalão da administração federal.
Ricardo Lewandowski, que assumiu o Ministério da Justiça após uma longa trajetória no Judiciário, indicou que pretende deixar o cargo ainda neste mês. Aos 77 anos, ele teria relatado cansaço e a avaliação de que cumpriu o papel ao qual se propôs à frente da pasta. A possível saída ocorre em um momento considerado sensível, com discussões em andamento sobre projetos relacionados à segurança pública e articulações no Congresso Nacional.
Apesar de integrantes do governo defenderem sua permanência até a conclusão de pautas estratégicas, a decisão do ministro parece estar amadurecida. A expectativa é que a transição seja conduzida de forma a não comprometer o andamento das ações do ministério.
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Já Fernando Haddad, à frente da Fazenda, também sinalizou ao presidente que pretende deixar o cargo, mas com uma saída mais planejada. A ideia é permanecer por algumas semanas para garantir estabilidade na área econômica e organizar a transição. Haddad avalia que sua participação mais direta no cenário político e eleitoral não é compatível com a função que exerce atualmente.
Com as duas possíveis saídas, o governo avalia nomes para substituições e não descarta mudanças mais amplas no ministério. As movimentações indicam um início de ano marcado por ajustes políticos e administrativos, em um contexto de preparação para disputas eleitorais e redefinições internas no governo federal.
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