“Não recebemos apoio, recebemos boicote”, afirma Plínio Valério sobre condução da CPI das ONGs
A CPI das ONGs foi instalada em junho de 2023, com o objetivo de investigar suspeitas sobre o uso irregular das entidades.
- Reprodução / AM POST
Notícias de Política – O senador Plínio Valério (PSDB-AM) declarou, em entrevista concedida nesta segunda-feira (26) ao Portal AM Post, que a condução da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das ONGs não recebeu qualquer tipo de apoio, seja político ou de órgãos fiscalizadores. Segundo ele, além da falta de respaldo, os trabalhos da comissão também foram alvo de boicote por parte da grande imprensa.
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“Vamos falar de apoio durante a realização da CPI. Falando de apoio, a gente não teve nenhum. Agora, a gente teve muito boicote, boicote da grande imprensa. Não recebemos apoio, recebemos boicote. Mas agora, nas redes sociais, olha, vocês fizeram um trabalho belíssimo”, afirmou o parlamentar ao comentar as dificuldades enfrentadas pela comissão, criada para investigar a atuação de Organizações Não Governamentais na Amazônia.
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Plínio Valério também criticou a postura das autoridades que, segundo ele, deveriam ter colaborado mais ativamente com os trabalhos da CPI, mas se omitiram. Para o senador, a ausência de suporte institucional e o boicote midiático comprometeram o avanço das investigações e a divulgação dos resultados.
“Nós levamos caciques que vivem essa realidade, a verdadeira realidade, para dizer que não gostam dessas ONGs, essas ONGs que só os exploram. Nós fomos a São Gabriel, mostramos como é o índio que é tutelado, que só sofre, que vive sem recursos, que vive na pobreza. Nós estivemos no Mato Grosso para mostrar como é o índio que não é tutelado, que são ricos, que produzem, que vendem. E está aí, é por isso que os ongueiros me odeiam; eu, no lugar deles, também me odiaria”, afirmou o senador.
Durante a entrevista, o parlamentar reforçou que seguirá atento à atuação das ONGs na região amazônica e que considera essencial o fortalecimento dos mecanismos de fiscalização sobre essas entidades.
A CPI das ONGs foi instalada em junho de 2023, com o objetivo de investigar suspeitas sobre o uso irregular de recursos e a atuação de organizações na região amazônica, mas enfrentou entraves políticos e resistências desde o início de seus trabalhos.
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