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Nikolas Ferreira critica declaração de Lula sobre bebês frutos de estupro

Petista disse que bebês que nascem de um ato de estupro são como “monstros”.

  • Por AM POST

  • 19/06/2024 às 07:32

  • Atualizado em 19/06/2024 às 08:00

  • Leitura em dois minutos

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Foto: Mário Agra/Câmara dos Deputados

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) utilizou suas redes sociais nesta terça-feira (18) para criticar duramente uma declaração recente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o aborto. A controvérsia surgiu após Lula sugerir que um bebê resultante de uma violência sexual poderia ser considerado um “monstro”, durante uma entrevista à CBN.

Lula argumentou que mulheres estupradas não deveriam ser obrigadas a dar à luz, questionando: “Por que uma menina é obrigada a ter um filho do cara que estuprou ela? Que monstro vai sair do ventre dela?”. O presidente também desafiou o autor do projeto de lei que equipara o aborto após 22 semanas de gestação com crime de homicídio, deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), a refletir sobre como reagiria se sua própria filha fosse vítima de estupro.

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A resposta de Nikolas Ferreira foi imediata e contundente. Em suas redes sociais, o deputado afirmou: “Monstro é quem mata uma criança inocente”. Ferreira é conhecido por suas posições conservadoras e sua oposição ao aborto, defendendo que a vida deve ser protegida desde a concepção, independentemente das circunstâncias.

Durante a entrevista, Lula reafirmou ser pessoalmente contra o aborto, mas destacou que, enquanto presidente, trata o tema como uma “questão de saúde pública”. Ele criticou a desigualdade no acesso ao aborto seguro, mencionando que mulheres ricas podem viajar para realizar o procedimento em segurança, enquanto mulheres pobres arriscam suas vidas em condições precárias. “Você não pode continuar permitindo que a madame vá fazer aborto em Paris e a coitada morra em casa tentando furar o útero com uma agulha de tricô”, declarou.

O presidente também ressaltou a gravidade dos crimes de estupro contra meninas jovens e a necessidade de discutir o aborto de maneira civilizada, alertando que muitas crianças estão sendo violentadas dentro de suas próprias casas.

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Lula sugeriu ainda que o debate sobre o aborto não deveria ser uma prioridade no atual contexto político e social do Brasil, sinalizando a complexidade e a sensibilidade do tema.

Redação AM POST

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- Lu Lena

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