Omar Aziz e Eduardo Braga entram na mira do MP por supostos abusos de poder e propaganda eleitoral antecipada
Documento do Ministério Público Eleitoral aponta indícios de propaganda eleitoral antecipada, abuso de poder político e econômico e uso de estrutura de grande porte durante ato realizado no interior do Amazonas.
- Arte: AM POST
Resumo
- Investigação aberta: MP Eleitoral instaurou Notícia de Fato para apurar possível propaganda eleitoral antecipada e abuso de poder em evento realizado em Humaitá.
- Quem é investigado: O documento cita os senadores Omar Aziz e Eduardo Braga por discursos em favor de pré-candidaturas.
- O que é apurado: Possíveis abusos de poder político e econômico, condutas vedadas a agentes públicos e eventual arrecadação ou gasto ilícito de recursos.
- Situação do caso: A investigação está em fase inicial e ainda não há conclusão sobre a existência de irregularidades.
Notícias de política – Os senadores Omar Aziz (PSD), pré-candidato ao governo do Amazonas, e Eduardo Braga (MDB), pré-candidato a reeleição, passaram a ser alvo de uma investigação do Ministério Público Eleitoral (MPE), que apura a possível prática de abuso de poder político, abuso de poder econômico, propaganda eleitoral antecipada, condutas vedadas a agentes públicos e eventual arrecadação ou gasto ilícito de recursos durante um evento realizado em Humaitá, no interior do Amazonas, no dia 1º de julho de 2026. A investigação foi instaurada por meio de uma Notícia de Fato pela Promotoria Eleitoral da 17ª Zona Eleitoral.
Segundo o documento, serão apurados, em tese:
- abuso de poder político;
- abuso de poder econômico;
- propaganda eleitoral antecipada massiva;
- condutas vedadas a agentes públicos;
- eventual arrecadação ou gasto ilícito de recursos.
O procedimento ainda está em fase preliminar e não representa conclusão de que houve prática de ilícitos eleitorais.
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Por que Omar Aziz e Eduardo Braga estão sendo investigados?
De acordo com o documento do Ministério Público Eleitoral, os senadores Omar Aziz e Eduardo Braga participaram do evento e teriam realizado discursos de conteúdo político com promoção de pré-candidaturas.
O extrato da investigação afirma:
“Durante o evento, os Senadores Eduardo Braga e Omar Aziz teriam feito discursos com promessas aos presentes, promoção de pré-candidaturas e apresentação pública de Felipe Lobo como nome político vinculado ao grupo.“
O documento também registra que o pré-candidato a deputado estadual, Felipe Lobo teria sido apresentado como pessoa de confiança de Eduardo Braga e que contaria com apoio de lideranças locais, inclusive do ex-prefeito Herivâneo Seixas.
Quais declarações foram destacadas pelo MP?
A investigação reproduz trechos que deverão ser analisados pelo Ministério Público.
Segundo o documento, Omar Aziz teria apresentado Felipe Lobo como:
“caboclo da terra“, “filho da terra” e pessoa que estaria ali “para somar“.
Já em relação a Eduardo Braga, o extrato aponta que o senador teria afirmado, em síntese:
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“quem torcesse contra ou fizesse algo contra o grupo político enfrentaria Eduardo Braga e Omar Aziz.“
O Ministério Público destaca que essa manifestação será analisada para verificar eventual caráter intimidatório em relação a adversários políticos.
Leia documento completo: MP ELEITORAL INVESTIGA OMAR E BRAGA
O que mais chamou a atenção na investigação?
Conforme a Notícia de Fato, o evento teria contado com uma estrutura considerada de grande porte, composta por:
- palco;
- telão;
- sistema de som;
- iluminação;
- cadeiras plásticas;
- banners;
- faixas;
- balões;
- camisetas padronizadas;
- materiais de promoção pessoal e política.
Além disso, o MP afirma que irá verificar a possível utilização de estrutura pública ou de bens afetados ao serviço público estadual durante o evento.
A investigação significa que houve crime eleitoral?
Não. A abertura da Notícia de Fato representa apenas o início da apuração.
Nesta fase, o Ministério Público Eleitoral reúne informações e poderá solicitar diligências, ouvir envolvidos, requisitar documentos e avaliar se existem elementos suficientes para o ajuizamento de medidas judiciais ou para o arquivamento do procedimento.
Até o momento, o documento não apresenta conclusão sobre eventual responsabilidade dos investigados.
Contexto
A investigação está relacionada a um evento realizado em Humaitá que, segundo o MP Eleitoral, teria sido utilizado para promover pré-candidaturas aos cargos de governador do Amazonas, senador, deputado federal e deputado estadual antes do período permitido pela legislação eleitoral. A apuração buscará esclarecer se a organização, os discursos e a estrutura utilizada configuraram ou não infrações à legislação eleitoral.
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