Política

Omar Aziz fala em desrespeito a memória de vítimas da pandemia e Fausto Jr relembra desvio de R$260 milhões da saúde no AM

“Quantas vidas teriam sido salvas com os 500k por mês que o Mohamed te dava de propina”, disparou o deputado.


Redação AM POST

O deputado estadual Fausto Junior (MDB) rebateu o presidente da CPI da Covid, senador Omar Aziz (PSD) que classificou com desrespeito as vítimas da pandemia o pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), que solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) o arquivamento das investigações contra o presidente Jair Bolsonaro (PL), que foram abertas após o relatório final da Comissão.

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“O pedido de arquivamento das investigações abertas a partir do que levantamos na CPI da COVID é um desrespeito à memória e às famílias das mais de 670 mil vítimas da pandemia. Sempre disse que a CPI não buscava vingança”, disparou Omar.

Fausto Junior, que chegou a prestar depoimento na CPI da Covid, relembrou que Aziz foi acusado de desviar R$260 milhões da saúde do Amazonas e que esse montante ajudaria a salvar milhares de vidas.

“Antes de falar em desrespeito à memória das vítimas da Covid-19, você deveria pensar em como estaria a saúde do Amazonas, durante a pandemia, se não tivessem desviado mais de 260 milhões”, disse.

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O parlamentar também lembrou que em 2019, um relatório da Polícia Federal de mais de 300 páginas, construído a partir de interceptações telefônicas e mensagens de celulares apreendidos, divulgado em reportagem do UOL, dizia que haviam “fortes indícios” de que o senador Omar Aziz e familiares tenham recebido vantagens indevidas pagas com verba da saúde do Amazonas, entre elas uma mesada de R$ 500 mil paga pelo médico Mouhamad Moustafa ao político.

“Quantas vidas teriam sido salvas com os 500k por mês que o Mohamed te dava de propina, segundo relatório da PF, na Operação Vertex. Quem é você pra falar de saúde, Omar?”, questionou.

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De acordo com reportagem do UOL, na época, as vantagens a família Aziz eram: mesada de R$ 500 mil para Omar; pagamento de contas do apartamento do senador em Brasília; repasses a três irmãos e à mulher de Omar, Nejmi Aziz; viagens em aeronaves particulares bancadas por Moustafa; consultas médicas para a mãe do senador em unidades de saúde de luxo; um relógio de R$ 36 mil da marca Cartier como presente de aniversário para o senador; pagamentos avulsos que variavam de R$ 2.000 a R$ 250 mil.