ONG da “dama do tráfico” lavava dinheiro, diz inquérito
Luciane Barbosa Farias foi recebida no Ministério da Justiça como representante daquela ONG, noticiou a imprensa nesta segunda-feira (13).
- Foto: Reprodução
Notícias do Amazonas: A Associação Liberdade do Amazonas, uma ONG criada no ano passado para defender os direitos dos presos, está sob investigação policial por suspeita de ligação com a facção criminosa Comando Vermelho.
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Segundo informações divulgadas por O Globo, a polícia alega que a entidade, representada por Luciane Barbosa Farias, teria sido criada pelos criminosos com o objetivo de lavar dinheiro proveniente do tráfico de drogas e obter capital político para negociações com o Estado.
Uma investigação sigilosa da Polícia Civil do Amazonas revelou que a ONG recebia dinheiro do tráfico por meio de uma espécie de “caixinha”, um modelo de arrecadação coletiva entre os membros da facção. Além disso, todas as despesas da organização, como aluguel, água, luz, internet e salários dos funcionários, eram pagas pela facção. Um total de R$ 188 mil foi bloqueado da conta da ONG como resultado dessa investigação.
Luciane Barbosa Farias, conhecida como a “dama do tráfico amazonense”, esteve em duas reuniões com assessores do Ministério da Justiça enquanto representava a Associação Liberdade do Amazonas, conforme reportagem do jornal Estado de S.Paulo.
Entretanto, Luciane, esposa de Clemilson dos Santos Farias, líder da facção conhecido como Tio Patinhas, foi condenada a dez anos de prisão por seu envolvimento na ocultação de valores provenientes do tráfico de drogas. Enquanto seu marido coordenava as negociações criminosas, Luciane é acusada de encobrir as atividades, adquirindo bens de luxo, imóveis e registrando empresas de fachada.
Em resposta, Luciane negou qualquer ligação com facções criminosas, alegando ser vítima de discriminação por ser esposa de um detento. Ela afirmou que está recorrendo da condenação e destacou que, no Brasil, uma pessoa só pode ser considerada criminosa após o trânsito em julgado.
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