Oposição comemora derrota de Omar Aziz na presidência da CPMI do INSS: “agora vai ser imparcial”
Omar Aziz, aliado histórico de Lula e atual líder do PSD no Senado, era o nome preferido do Planalto para comandar a CPMI.
Notícias de política – A sessão desta quarta-feira (20) no Congresso Nacional foi marcada por um clima de euforia na oposição. Parlamentares contrários ao governo Lula comemoraram intensamente a derrota do senador Omar Aziz (PSD-AM) na eleição para a presidência da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga fraudes bilionárias no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
PUBLICIDADE
O cargo ficou com o senador Carlos Viana (Podemos-MG), após uma articulação política que contrariou a indicação do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Assim que o resultado foi anunciado, parlamentares oposicionistas vibraram, entoando gritos como “chupa PT” e “agora vai ser imparcial”, em uma clara provocação ao Palácio do Planalto e à base governista.
Criada em junho, a CPMI tem a missão de investigar um esquema de fraudes em benefícios previdenciários, que segundo a Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU), pode ter desviado até R$ 6,3 bilhões dos cofres públicos. O escândalo, considerado um dos maiores já registrados na área previdenciária, elevou a pressão por uma apuração rigorosa e sem interferências políticas.
Leia mais: Omar Aziz perde eleição para presidência da CPMI do INSS e reclama: “encerram a votação antes”
PUBLICIDADE
A escolha de Carlos Viana foi vista pela oposição como uma vitória estratégica. O grupo acredita que, sob sua liderança, a comissão terá mais independência para avançar nas investigações e evitar que o caso termine sem punições, como aconteceu, segundo críticos, na CPI da Covid, presidida por Omar Aziz em 2021. À época, apesar da grande repercussão, parlamentares oposicionistas acusaram a comissão de terminar “em pizza”, sem responsabilizações efetivas.
Omar Aziz, aliado histórico de Lula e atual líder do PSD no Senado, era o nome preferido do Planalto para comandar a CPMI. Sua derrota, portanto, representa não apenas a perda de espaço político, mas também um revés para a estratégia governista de manter influência sobre o andamento das apurações.
Enquanto aliados do governo avaliam os impactos da derrota, a oposição já capitaliza politicamente o resultado, reforçando o discurso de que, desta vez, a comissão atuará com independência.
Encontrou algum erro? Clique aqui e nos ajude a melhorar a informação
Declaração de Transparência
Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
Siga-nos






