Parlamentares do PSD do Amazonas não assinam pedido de CPMI para investigar fraudes no INSS
O senador Omar Aziz e os deputados federais Sidney Leite e Átila Lins optaram por não apoiar formalmente a comissão.
- Foto: reprodução
Notícias de política – Em meio ao escândalo bilionário que atingiu o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), três representantes do Amazonas no Congresso, todos filiados ao PSD, decidiram não assinar, até o momento, o requerimento de criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar as irregularidades. O senador Omar Aziz e os deputados federais Sidney Leite e Átila Lins optaram por não apoiar formalmente a iniciativa, mesmo diante da crescente pressão popular por apuração rigorosa.
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A decisão chama atenção pela discrepância em relação à maioria da bancada amazonense, que já declarou apoio à investigação. Dos oito deputados federais do estado, seis endossaram a CPMI, incluindo nomes da oposição e de centro como Amom Mandel (Cidadania), Capitão Alberto Neto (PL), Silas Câmara (Republicanos), Adail Filho (Republicanos), Pauderney Avelino e Fausto Júnior (ambos do União Brasil). No Senado, Plínio Valério (PSDB) foi o único representante do Amazonas a apoiar a proposta. O senador Eduardo Braga (MDB) também não assinou.
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A CPMI visa apurar um esquema de fraudes revelado pela Operação Sem Desconto, deflagrada pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União (CGU) em 23 de abril. A investigação apontou desvios de até R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024 em aposentadorias e pensões. A gravidade das revelações levou à exoneração do então presidente do INSS e à queda do ministro da Previdência, Carlos Lupi (PDT), aumentando o desgaste do governo Lula (PT), que enfrenta resistência à instalação da comissão.
A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) e a deputada Coronel Fernanda (PL-MT), que lideram a coleta de assinaturas, já conseguiram o apoio de 30 senadores e 206 deputados — número próximo ao necessário. A apresentação do requerimento foi adiada para 20 de maio, com o objetivo de obter mais adesões e aumentar a pressão política.
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