Partido de esquerda chama processo contra Bolsonaro de “farsa” e diz que judiciário brasileiro virou ditadura
Para o PCO, o processo é uma “farsa” e uma tentativa de manipulação judicial, gerando mais divisões no cenário político brasileiro.
- Foto: reprodução
O Partido da Causa Operária (PCO), uma legenda de orientação esquerdista, usou suas redes sociais, na sexta-feira (21), para criticar a denúncia apresentada pela Procuradoria Geral da República (PGR) contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Para a legenda, o processo é uma “farsa” e uma tentativa de manipulação judicial, gerando mais divisões no cenário político brasileiro.
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Em um post no X (antigo Twitter), o presidente do PCO, Rui Costa Pimenta, fez duras críticas ao indiciamento de Bolsonaro, comparando-o a um “show de horrores”. Para Pimenta, o processo é mais uma versão da Lava Jato, referindo-se à operação que visou figuras de destaque do governo petista, e que, segundo ele, teve um caráter de perseguição política. Ele considera o Mensalão como o primeiro episódio de um ciclo que agora chega ao que ele chama de “Lava Jato nº 3”, tendo o ex-presidente como alvo.
“Isso não é um julgamento sério, é uma peça de ficção”, afirmou o dirigente. Segundo Pimenta, o julgamento não trará resultados positivos para o Brasil, nem para o povo, especialmente para os trabalhadores, e apenas intensificará as tensões no país. “A manipulação judicial não é progressista nem democrática”, pontuou o líder do PCO.
A crítica de Pimenta também se estendeu ao Supremo Tribunal Federal (STF), que ele acusou de agir de forma autoritária. O presidente do PCO afirmou que a Justiça brasileira estaria passando por uma “deterioração”, e comparou as ações do Judiciário ao fascismo. “Se isso é a chamada ‘defesa da democracia’, então isso é fascismo”, declarou.
Para Pimenta, a tentativa de incriminar Bolsonaro tem como objetivo enfraquecer a força do bolsonarismo, que ele considera crescer à medida que o ex-presidente é atacado judicialmente. “A cada passo, a força política de Bolsonaro aumenta”, disse.
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Em suas palavras, a ação contra Bolsonaro segue uma estratégia de ataque às figuras com maior popularidade eleitoral, argumentando que, no passado, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva também foi alvo de processos judiciais. Segundo o presidente do PCO, o foco da crítica recai sobre as figuras políticas que representam os maiores desafios eleitorais para o establishment, e questionou os reais interesses sociais que o STF estaria defendendo.
Pimenta chamou a atuação do STF de “bobagem”, sugerindo que a corte estaria servindo aos interesses de elites que buscam manipular o processo político do Brasil. O partido, portanto, rejeita o que considera um processo judicial seletivo e defende que os rumos da política brasileira são influenciados por uma máquina judicial que não se alinha com os interesses populares.
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