Pazuello se manifesta após prisão de ex-assessor acusado de planejar morte de Lula
Em declaração à imprensa, Pazuello afirmou que tomou conhecimento do caso apenas na manhã do dia da operação.
- Foto: divulgação
O deputado federal Eduardo Pazuello (PL-RJ) se manifestou nesta terça-feira (14) após a prisão do general Mario Fernandes, que foi assessor em seu gabinete na Câmara dos Deputados. O militar foi detido pela Polícia Federal no âmbito da Operação Contragolpe, que investiga um suposto plano para assassinar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
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Em declaração à imprensa, Pazuello afirmou que tomou conhecimento do caso apenas na manhã do dia da operação. “Tomei conhecimento do assunto hoje de manhã, pela imprensa, vendo o noticiário na televisão”, disse o deputado. Ele ressaltou que não tinha conhecimento de qualquer suspeita envolvendo Fernandes e expressou confiança nas instituições e na idoneidade do militar.
Histórico e vínculo com o gabinete
Mario Fernandes atuou como assessor no gabinete de Pazuello de março de 2023 até março de 2024, ocupando uma carga de natureza especial com salário de R$ 15,6 mil, um dos maiores vencimentos desse tipo na Câmara. A posição prevista é de nível superior completo e foi encerrada quando um impedimento para o exercício da carga foi identificado.
Em nota oficial, Pazuello destacou que Fernandes não demonstrou qualquer comportamento que pudesse levantar suspeitas durante o período em que esteve sob sua supervisão. O deputado reforçou sua opinião de que os fatos serão devidamente esclarecidos.
Operação Contragolpe e grupo “Kids Pretos”
A prisão de Fernandes integra a Operação Contragolpe, coordenada pela Polícia Federal, que também resultou na detenção de outros quatro militares: o tenente-coronel Helio Ferreira Lima, o major Rodrigo Bezerra Azevedo, o major Rafael Martins de Oliveira e o policial federal Wladimir Matos Soares .
Os investigados fazem parte de um grupo conhecido como “crianças pretas”, especializado em operações de sabotagem, insurgência popular e revoltas controladas. De acordo com as investigações, o grupo atuou para desestabilizar o governo federal e planejou ações de alta gravidade, incluindo o suposto atentado contra Lula.
Os mandados de prisão, busca e apreensão foram cumpridos em diferentes estados, incluindo Rio de Janeiro, Goiás, Amazonas e Distrito Federal. A PF acordou uma rede articulada para realizar ações que pudessem comprometer a ordem democrática, mas ainda apura o alcance exato das atividades do grupo.
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