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Perfis de Carla Zambelli e familiares são retirados do ar após decisão de Moraes

A decisão prevê multa diária de R$ 100 mil caso os perfis permaneçam ativos.

Por Hugo Guimarães

05/06/2025 às 07:57 - Atualizado em 05/06/2025 às 08:04

Foto: Reprodução

Notícias de política – As redes sociais da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), de sua mãe e de seu filho foram bloqueadas nesta quarta-feira (4) por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A medida acompanha a decisão de prisão preventiva da parlamentar, que foi determinada no mesmo dia.

Além dos perfis de Zambelli, também foram derrubadas as contas de sua mãe, Rita Luzia Zambelli Salgado, e de seu filho, João Hélio Salgado Neto. A decisão prevê multa diária de R$ 100 mil caso os perfis permaneçam ativos nas plataformas.

Leia mais: Youtuber revela localização de Zambelli nos EUA após prisão ser decretada

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No momento, as redes da deputada no Facebook, Instagram, LinkedIn, TikTok e YouTube estão fora do ar. No entanto, ela segue se comunicando com apoiadores via Gettr e Telegram, plataformas que não atenderam à determinação até a publicação desta matéria.

Prisão e repercussão

A decisão de Moraes ocorreu por volta das 11h da manhã, com prazo de duas horas para que as plataformas retirassem 11 perfis do ar. A determinação também inclui o bloqueio de contas bancárias, veículos, salário, verbas de gabinete e até transferências via Pix. O ministro ainda solicitou a preservação integral dos dados dos perfis bloqueados.

Zambelli é considerada foragida da Justiça brasileira e já há pedido para inclusão de seu nome na lista vermelha da Interpol. Segundo a defesa da parlamentar, ela está fora do Brasil, com destino à Europa, possivelmente Itália, onde possui cidadania.

No último dia 14 de maio, Carla Zambelli foi condenada pela Primeira Turma do STF a 10 anos de prisão e à perda do mandato. Ela foi acusada de contratar o hacker Walter Delgatti Neto para invadir sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e inserir decisões judiciais falsas, incluindo um mandado de prisão forjado contra o próprio ministro Alexandre de Moraes.

Além da pena de prisão, a deputada e o hacker foram condenados a pagar R$ 2 milhões por danos morais e materiais coletivos, além de multas individuais.

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Posicionamento da deputada

Em nota, Carla Zambelli classificou a ordem de prisão como “monocrática, autoritária e uma perseguição política”. Ela também criticou o bloqueio das redes de seus familiares.

“O mais grave foi o ataque à minha família. O ministro determinou o bloqueio da conta de Instagram do meu filho, de apenas 17 anos, e da minha mãe, que é pré-candidata. Esses títulos — de mãe, de filha e de deputada — me foram dados por Deus e pelo povo”, declarou.

A deputada afirmou que pretende denunciar o caso a fóruns internacionais. “O mundo precisa saber que, no Brasil, ministros do Supremo agem como imperadores, atropelando leis, calando vozes e destruindo famílias.”

No despacho, Moraes afirmou que a viagem de Zambelli para a Europa teve como objetivo fugir do cumprimento da pena e do julgamento dos embargos contra sua condenação. Para o ministro, a deputada usou sua condição de parlamentar para cometer crimes e ainda segue incentivando a prática de atos ilícitos, inclusive disseminando fake news.

 

 

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Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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