Pesquisa da empresa de Durango que favorece Omar Aziz é recebida com descrédito por analistas e eleitores no Amazonas
Ligação do instituto com o pré-candidato e previsões de Durango que falharam no passado colocam números sob suspeita.
- Foto: Reprodução
Notícias de política – A divulgação da mais recente pesquisa de intenções de voto para o Governo do Amazonas, realizada pelo Instituto Perspectiva Mercado e Opinião, não trouxe apenas números ao debate eleitoral. Trouxe, sobretudo, desconfiança. Publicado neste domingo (28), o levantamento passou a ser contestado por eleitores, analistas políticos e integrantes do meio partidário, que colocam em xeque a credibilidade do instituto e a imparcialidade dos dados apresentados.
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O principal foco das críticas é a ligação direta entre o dono da empresa, o empresário Durango Duarte, e o senador Omar Aziz, pré-candidato ao governo estadual em 2026. Nos bastidores da política local, Durango é apontado como marqueteiro político do senador, o que reforça a percepção de conflito de interesses e alimenta suspeitas sobre a neutralidade da pesquisa. Omar chegou até a realizar encontros políticos na sede do Instituto Perspectiva.
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Em análise recente o jornalista Igor Castro apontou parceria entre os dois e a suspeita das pesquisas divulgadas por equipe de Durango.
Pesquisa
Segundo a pesquisa deste domingo, o levantamento ouviu 2.500 eleitores por telefone, entre os dias 17 e 26 de dezembro, em todas as regiões do Amazonas. No principal cenário de primeiro turno, Omar Aziz aparece com 39% das intenções de voto, seguido por Maria do Carmo, com 23%, e pelo prefeito de Manaus, David Almeida, que soma 19%. Em simulações de segundo turno, o senador venceria todos os adversários com folga.
Veja pesquisa:Pesquisa_Eleitoral_Amazonas_2025
Os números, no entanto, foram recebidos com ceticismo. A principal razão é o histórico recente do Instituto Perspectiva Mercado e Opinião, que, nas eleições municipais de 2024, divulgou pesquisas cujas projeções não se confirmaram nas urnas, especialmente em Manaus. À época, cenários apontados como consolidados acabaram completamente invertidos no dia da votação, tanto na ordem de colocação dos candidatos quanto nas previsões de segundo turno.
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Desde então, cada novo levantamento divulgado pelo instituto tem sido acompanhado de ressalvas. Analistas avaliam que os dados não refletem com precisão o comportamento do eleitorado, especialmente em disputas mais equilibradas ou politicamente sensíveis. Entre eleitores, a reação tem sido semelhante: cautela e desconfiança. A expressão mais ouvida é simples e direta — “pé atrás”.
Histórico de erros pesa contra o instituto
As críticas não se limitam aos episódios mais recentes. Durango Duarte acumula derrotas e controvérsias ao longo de sua atuação no mercado político-eleitoral. Em 2014, quando defendia a candidatura do então senador Eduardo Braga ao governo do Estado, garantiu publicamente, com base em pesquisas de seu instituto, que não haveria segundo turno. O resultado foi exatamente o oposto: José Melo venceu a eleição no segundo turno.
O erro custou caro. Após uma aposta pública feita com o empresário e jornalista Ronaldo Tiradentes, Durango teve de pagar R$ 100 mil pela previsão equivocada. O episódio ficou marcado no meio político como um símbolo da fragilidade das análises apresentadas pelo instituto naquele período.
Vendedor de resultado de pesquisa
Em 2018, o cenário se repetiu. Desta vez, a aposta era na vitória de Omar Aziz, que acabou derrotado nas urnas ao cargo de governador do Amazonas. Já em 2022, durante a disputa entre Braga e o então governador Wilson Lima, Durango voltou a ser alvo de críticas. Tiradentes chegou a classificá-lo publicamente como “vendedor de resultado de pesquisa” e o acusou de tentar induzir o eleitorado ao erro ao minimizar a vantagem do adversário no primeiro turno.
Segundo relatos da época, após errar novamente nas projeções iniciais, Durango deixou de divulgar pesquisas no segundo turno. Ainda assim, concedeu entrevistas sugerindo um cenário de empate técnico, o que foi interpretado por críticos como tentativa de influenciar o voto. Uma nova aposta, desta vez no valor de R$ 200 mil, foi proposta, mas recusada.
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Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
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