PL entra em defesa de Gayer e afirma que operação da PF é ‘escalada autoritária’ de Moraes
O deputado federal Gustavo Gayer e assessores são alvo da Operação Discalculia, deflagrada pela Polícia Federal (PF).
- Foto: Divulgação
O secretário-geral do Partido Liberal, senador Rogério Marinho (PL), repudiou nesta sexta (25/10) a operação da Polícia Federal que teve o deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO) como alvo e investiga desvio de cota parlamentar. Representando o partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, sustenta que a ação é uma escala de autoritarismo do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.
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“Mais uma ação nessa escalada autoritária e parcial de um ministro do STF contra um espectro político que representa grande parte da população brasileira”, afirmou o senador, referindo-se ao ministro Alexandre de Moraes, que autorizou a operação policial. Marinho diz, no pronunciamento divulgado, que o suposto desvio “trata-se de tema com baixa repercussão financeira”.
A operação é chamada de “gravosa” devido a proximidade do segundo turno das eleições municipais. “O bem jurídico protegido deve ser, principalmente, o processo de votação, cuja violação pode comprometer o próprio regime democrático em vigor”, finaliza Marinho.
Operação
O deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO) e assessores são alvo da Operação Discalculia, deflagrada pela Polícia Federal (PF) nesta sexta-feira (25/10) com o objetivo de desarticular associação criminosa voltada para desvio de cota parlamentar, além de falsificação de documentos para criação de Organização de Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip).
Cerca de 60 policiais federais cumprem 19 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília (DF), Cidade Ocidental (GO), Valparaíso de Goiás (GO), Aparecida de Goiânia (GO) e Goiânia (GO). Além da residência de Gayer, os policiais foram a seu gabinete, em Brasília, e a casas de seus assessores.
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