Plínio Valério afirma que Ibama é aparelhado e que nenhum presidente conseguiu comandar a política ambiental no Brasil
Segundo Valério, o Ibama e outros órgãos são dominados há décadas por servidores concursados com vínculos ideológicos.
Notícias de Política – Em entrevista exclusiva ao AM Post, o senador amazonense Plínio Valério (PSDB) fez duras críticas ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), afirmando que o órgão está completamente “aparelhado” e que nem os ex-presidentes Lula, Dilma Rousseff, Michel Temer ou Jair Bolsonaro conseguiram, ou conseguiriam, comandar a política ambiental do país.
PUBLICIDADE
Leia mais: “Não recebemos apoio, recebemos boicote”, afirma Plínio Valério sobre condução da CPI das ONGs
Segundo o parlamentar, o Ibama e outros órgãos ambientais são dominados há décadas por servidores concursados com vínculos ideológicos e históricos com organizações não-governamentais (ONGs) ambientais, o que impede qualquer governo de efetivamente direcionar a política pública do setor.
“Digo da tribuna do Senado, digo do microfone, da votação agora dessa questão ambiental, digo por onde eu passo. Nem Lula mandou no governo, nem Dilma mandou no governo, nem Temer, nem Bolsonaro e nem Lula mandam na questão ambiental. Nenhum deles manda no Ministério do Meio Ambiente, nenhum deles manda na Funai, nenhum deles manda no Ibama”, declarou Plínio.
O senador afirma que existe uma “porta giratória” entre as ONGs e o Ibama: “Você vai ler o relatório da CPI das ONGs e vai ver que quem estava numa ONG ontem, está no Ibama hoje. Quem estava no Ibama ontem, está na ONG hoje. Vou te dar um exemplo do Amazonas.”
Plínio reforçou que esse aparelhamento ocorre há décadas e citou o atual superintendente do Ibama, Agostinho, como um exemplo de militante ambiental. “Isso está traduzido numa frase do superintendente do Ibama, Agostinho, que é um hongueiro militante, hongueiro daqueles radicais. O presidente Lula falou: ‘o Ibama é um órgão nosso, de governo, tem que apoiar, dever’. O Agostinho deu uma entrevista: ‘nós estamos acostumados a trabalhar sob pressão e eu alerto: aqui no Ibama todos os funcionários são concursados’. Ou seja, remonta à idade em que você nem tinha nascido, que eles começaram a aparelhar, fazendo concurso, preparando pessoas para passar nesses órgãos.”
O senador, que teve papel de destaque na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das ONGs, também apontou que a estrutura atual do sistema ambiental brasileiro impede mudanças profundas, independentemente da vontade política dos chefes do Executivo.
Encontrou algum erro? Clique aqui e nos ajude a melhorar a informação
Declaração de Transparência
Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
Siga-nos






