Plínio Valério assina PEC da “jornada flexível” após avanço do fim da escala 6×1
Na avaliação de críticos, a medida pode resultar em redução de renda para trabalhadores submetidos a jornadas menores ou variáveis.
- Foto: Agência Senado
Resumo
O senador Plínio Valério assinou a PEC 12/2026, que propõe mudanças nas regras da jornada de trabalho no Brasil. O texto prevê acordos individuais entre empregadores e trabalhadores e tem gerado preocupação entre representantes sindicais e setores ligados ao governo federal.
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Notícias de Político – O senador Plínio Valério (PSDB) está entre os parlamentares que apoiam a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 12/2026, apresentada pelo senador Rogério Marinho. A proposta prevê a possibilidade de acordos individuais entre patrões e empregados para definição de jornadas flexíveis e salários proporcionais às horas trabalhadas.
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Críticos apontam risco de perda de direitos
Entre os principais pontos questionados por especialistas trabalhistas e representantes de trabalhadores está a previsão de pagamento proporcional de benefícios como férias, 13º salário e FGTS.
Na avaliação de críticos, a medida pode resultar em redução de renda para trabalhadores submetidos a jornadas menores ou variáveis. Outro ponto debatido é a possibilidade de contratos individuais prevalecerem sobre acordos coletivos firmados por sindicatos, o que, segundo opositores, pode enfraquecer a negociação coletiva em diversas categorias profissionais.
Debate ocorre em meio à discussão sobre escala 6×1
A PEC ganhou repercussão em meio às discussões nacionais sobre o fim da escala 6×1, tema defendido por movimentos sindicais e setores próximos ao governo federal. Integrantes contrários ao texto afirmam que a proposta pode representar um movimento oposto ao debate sobre redução da jornada tradicional de trabalho.
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Defensores falam em liberdade de negociação
Os apoiadores da PEC argumentam que o texto amplia a liberdade de negociação entre empregadores e empregados e cria alternativas mais flexíveis para o mercado de trabalho.
Já críticos avaliam que a diferença de poder entre patrão e trabalhador pode pressionar profissionais a aceitarem condições menos vantajosas para manter seus empregos. Além de Plínio Valério, a proposta conta com assinaturas de parlamentares como Flávio Bolsonaro, Sergio Moro e Damares Alves.
Outro lado
A Reportagem do Portal AM Post buscou comunicação com o senador amazonense para um posicionamento a respeito da sua assinatura. Até o fechamento desta matéria não tivemos retorno sobre o assunto. O espaço permanece aberto.
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