Plínio Valério cobra explicações do Ministério da Justiça sobre operações que destruíram flutuantes em Humaitá e Manicoré
As operações foram desencadeadas a partir de uma recomendação do MP-AM, baseada em informações fornecidas pelo Greenpeace.
- Foto: reprodução
Notícias de Política – Em discurso no Senado, nesta terça-feira (30), o senador Plínio Valério (PSDB-AM) voltou a criticar as operações que destruíram flutuantes de mineração artesanal nos municípios de Humaitá e Manicoré, no Amazonas. O parlamentar apelou ao presidente da Comissão de Infraestrutura, Marcos Rogério (PL-RO), para pressionar o Ministério da Justiça a responder a um requerimento de informações sobre quem autorizou as ações.
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Segundo Plínio, as operações foram desencadeadas a partir de uma recomendação do Ministério Público do Amazonas (MP-AM), baseada em informações fornecidas pelo Greenpeace por meio do sistema de monitoramento remoto Papa Alpha, que utiliza satélites e radares para identificar garimpos ilegais na Amazônia. O senador classificou o episódio como “um atentado à soberania nacional” e cobrou transparência sobre a origem da decisão judicial que autorizou a destruição.
“Essas operações levaram caos social, comercial e ambiental à região. Famílias inteiras foram expulsas de seus lares, o comércio local está em colapso e os direitos humanos foram desrespeitados”, denunciou Plínio, ao relatar que mulheres grávidas e crianças teriam sido vítimas de violência durante a ação.
A diligência da Comissão de Direitos Humanos do Senado, solicitada por Plínio, contou com a presença da senadora Damares Alves (Republicanos-DF), que também relatou situações de abuso. O parlamentar ainda contestou informações do Ministério da Justiça de que dragas foram destruídas, afirmando que apenas flutuantes de pequenos trabalhadores foram atingidos.
De acordo com o Greenpeace, o Papa Alpha permite monitorar atividades ilegais em rios e florestas da Amazônia e apoiar ações do Ministério Público. “Por meio desse sistema, conseguimos registrar atividades ilegais e expô-las em nível internacional”, declarou Nilo D’Avila, pesquisador da organização.
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