Plínio Valério critica falta de ação contra queimadas no Amazonas: ‘ninguém quer solucionar’
Segundo o Senador, embora o problema tenha sido alertado em 2023, há uma carência de vontade política para enfrentá-lo.
- Senador Plínio Valério (PSDB-AM). – Foto: Roque de Sá/Agência Senado
Notícias do Amazonas – O senador Plínio Valério (PSDB-AM) criticou, nessa terça-feira (13), a falta de empenho dos governantes na resolução do problema das queimadas no Amazonas. Segundo Valério, embora o problema tenha sido alertado em 2023, há uma carência de vontade política para enfrentá-lo.
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O senador afirmou que a situação das queimadas é cíclica e que muitas delas ocorrem devido a práticas agrícolas, além de mencionar que ONGs e ambientalistas frequentemente culpam as queimadas pelo desmatamento.
O tema também foi abordado na Câmara dos Deputados, onde o deputado federal Amom Mandel (Cidadania-AM) destacou a necessidade de ações efetivas. Mandel apontou que órgãos como o Ibama e o Ministério do Meio Ambiente, além do governo estadual, continuam com atuações insuficientes para lidar com a crise climática e os impactos nas comunidades locais.
Plínio Valério sugeriu que cada cidade da região deve ter um carro-pipa para combater incêndios localmente, criticando a falta de ação e a tendência de alguns para criticar sem buscar soluções.
“É importante que o Careiro da várzea tenha seu carro pipa, que Autazes tenha seu carro-pipa, que o castanho também tenha porque neste foco, neste local, seria combatido, mas ninguém quer. Ninguém quer solucionar, ninguém quer antecipar. Todo mundo deixa por dois motivos: uns para criticar, apontar o dedo e, encontrar culpados ponto e outro para o parlamentar dá uma de coitadinho”, disse.
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A Comissão de Meio Ambiente da Câmara dos Deputados também discutiu o tema, revelando que, segundo o sistema eletrônico de vigilância da Universidade do Estado do Amazonas, Manaus enfrenta a pior qualidade do ar do país devido às queimadas.
O secretário extraordinário do Ministério do Meio Ambiente, André Lima, informou durante a audiência pública que, em 2024, mais de 2,6 milhões de hectares foram queimados na Amazônia, representando cerca de 0,63% do território. Lima ressaltou que o combate ao desmatamento é crucial para reduzir os incêndios e que os efeitos da mudança climática chegaram mais cedo do que previsto pela ciência.
Redação AM POST
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