Política

População é convocada para manifestação em frente a CMM contra processos milionários da gestão do vereador David Reis

O presidente da CMM vem comandando uma escalada de gastos desnecessários e dispensas de licitação, sem se preocupar com os órgãos de fiscalização.

Redação AM POST

Uma grande manifestação está marcada para acontecer na manhã da próxima quarta-feira (22) em frente a Câmara Municipal de Manaus (CMM), localizada no bairro São Raimundo, zona Oeste, contra processos milionários da gestão do presidente da CMM, vereador David Reis (Avante), que pretende construir um prédio anexo na Câmara que vai custar quase R$ 32 milhões aos cofres públicos, além de querer também alugar 41 picapes ao custo de R$ 8,3 mil por mês para os vereadores que já tem recursos da Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (Ceap), no valor de R$ 18 mil por mês, para este fim.

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“Manaus é contra a construção do anexo que custará aos contribuintes R$ 32 milhões. Você está indignado com isso? Então então no dia 22 de setembro 8horas da manhã vai acontecer uma mega manifestação em frente a Câmara Municipal de Manaus e a sua participação é muito importante”, disse um dos organizadores do protesto, Ronilson Souza, em vídeo de convocação dos manifestantes nas redes sociais.

O presidente da CMM vem comandando uma escalada de gastos desnecessários e dispensas de licitação, sem se preocupar com os órgãos de fiscalização.

Derrota de David Reis
Nesta sexta-feira (17), O juiz Marcelo da Costa Vieira, aceitou os argumentos dos vereadores Amom Mandel e Rodrigo Guedes e barrou a construção da obra do prédio anexo II da Câmara Municipal de Manaus (CMM), conhecida como “puxadinho”. Na decisão liminar, o juiz afirma que os argumentos usados pelos parlamentares são suficientes pra barrar o editore licitação.

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“Assim, entendo que os autores lograram êxito em demonstrar, de forma suficiente para esta fase de cognição prévia do processo, quando ainda, logicamente, não se ouviram os argumentos contrários, o fumus boni iuris, haja vista os requisitos da licitação, os quais devem obedecer os princípios e preceitos legais, bem como o periculum in mora, uma vez que os atos públicos ora impugnados poderão provocar danos irreparáveis no caso da medida ser concedida somente ao final”, disse o magistrado em sua decisão.

Após a decisão os parlamentares também anunciaram que estudavam acionar a justiça amazonense para barrar a licitação para locação de 41 picapes de luxo, e logo em seguida a Câmara Municipal de Manaus (CMM) anunciou suspensão da licitação. “Me parece uma decisão acertada. Já ficou claro que o povo não quer esses gastos excessivos. É mais uma vitória do povo”, disse Amom Mandel.