População reage a indenização de R$ 3 mil para servidores que usarem carros próprios em Autazes
O texto foi aprovado na Câmara Municipal com 11 votos favoráveis e apenas 2 contrários.
- Reprodução
Notícias de Política – A recente aprovação de um projeto de lei em Autazes, cidade a cerca de 108 km de Manaus, provocou forte reação entre servidores públicos e moradores do município. A proposta, de autoria do prefeito Thomé Neto (PP), autoriza o pagamento de indenização mensal de R$ 3 mil a servidores que utilizarem veículos particulares no exercício de suas funções. O texto foi aprovado na Câmara Municipal na última segunda-feira (13/10), com 11 votos favoráveis e apenas 2 contrários.
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A medida alcança cargos de confiança, secretários e o próprio prefeito, funcionando como uma espécie de aluguel de veículo, mas sem processo de licitação ou concorrência pública.
A aprovação gerou críticas de parte da população, que considerou o valor um privilégio indevido, especialmente diante das dificuldades enfrentadas pelo município. Nas redes sociais, moradores expressaram indignação e questionaram as prioridades da administração.
Um dos comentários mais compartilhados resume o sentimento de parte da população:
“Mais um projeto que mostra o quanto essa gestão brinca com o dinheiro público! O projeto prevê indenização de R$ 3 mil por mês para servidores de gabinetes e secretarias — inclusive Prefeito, Vice, Governo, Finanças e Administração — que utilizem carro próprio para serviços externos. Enquanto isso, famílias em vulnerabilidade continuam esperando por políticas reais, como o cartão prometido em campanha, que até agora não saiu do papel. Com tantos projetos que poderiam ser feitos para beneficiar quem mais precisa, a gestão prefere criar um benefício para quem já recebe salário pago com o dinheiro do povo! Um projeto sem necessidade, sem sensibilidade e sem compromisso com as famílias de Autazes. Brincando com o povo!”, declarou uma internauta.
Os vereadores Tadeu Cabral (PSDB) e Josivan Pinheiro (Avante) foram os únicos a votarem contra a proposta, argumentando que ela fere o princípio da economicidade e pode abrir brechas para favorecimentos pessoais.
Em resposta às críticas, o prefeito Thomé Neto defendeu a medida ao site BNC. Segundo ele, o projeto busca compensar servidores que utilizam veículos próprios em atividades técnicas e atrair profissionais qualificados ao interior.
“Não tivemos transição de governo e enfrentamos muitas dívidas no município. Tivemos de contratar técnicos para resolver esses problemas, mas os salários são defasados e baixíssimos. Muitos profissionais não querem ir até o interior exatamente por isso. Esta foi uma maneira que encontrei de ressarcir esses profissionais que realizam os trabalhos nos seus veículos”, afirmou o prefeito.
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