Pré-candidato a presidência da República, Renan Santos diz que pretende acabar com os incentivos fiscais da ZFM
No vídeo, o representante do MBL afirma que pretende acabar com os incentivos fiscais da Zona Franca.
- Foto: divulgação
Notícias de Política – O pré-candidato a presidência da República, Renan Santos, que líder e fundador do partido partido Missão, ligado ao Movimento Brasil Livre (MBL) voltou a criticar a Zona Franca de Manaus (ZFM), e as declarações repercutiram de forma imediata, provocando forte reação do ex-deputado federal Marcelo Ramos.
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No vídeo, o representante do MBL afirma que pretende acabar com os incentivos fiscais da Zona Franca e que os R$ 50 bilhões em benefícios seriam melhor aplicados em moradia popular.
“Imagina alguém do Centrão mexendo na ZFM? Eu conheço Manaus. Não dá para você mandar R$50 bilhões para fazer uma moto em Manaus e esse dinheiro ficar com meia dúzia de multimilionários donos de empresas. O Brasil está deixando de dar voucher educacional para milhões de crianças saírem da pobreza e irem para uma escola decente para fazer moto sem precisar na Amazônia”, disse.
“Se me derem R$90 bilhões por ano, e é bem simples, se eu fizer os ajustes fiscais que eu vou fazer no Brasil, eu gero tranquilamente só de queda de juros, a gente abre espaço fiscal de R$300 bi. Com R$ 90bi no ano eu vou fazendo 500 a 600 mil moradias no modelo chinês no ano. Eu acabo com as favelas no Brasil, em um ano não haverá uma residência na favela do Brasil. Então a ZFM ou acabar com favela no Brasil?”, completou.
Em vídeo publicado nas redes sociais nesta segunda-feira (17), Ramos classificou as falas do grupo como “ignorantes”, “preconceituosas” e carregadas de “demagogia”.
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Segundo o ex-parlamentar, as críticas do MBL — desta vez feitas pelo pré-candidato à Presidência do movimento, identificado como Renan — distorcem completamente a realidade econômica da Zona Franca. “Mais uma vez os bobalhões do MBL desfilam sua ignorância e seu preconceito com a ZFM e com o povo do Amazonas”, escreveu.
Ele explicou que o montante citado não é destinado à produção de uma única moto, como insinuou o MBL, mas sim ao polo industrial que fabrica milhões de motos, celulares, computadores, semicondutores, além de gerar 131 mil empregos diretos e mais de 400 mil indiretos. Ramos reforçou que os incentivos contribuem ainda para que o Amazonas mantenha 97% da floresta preservada, sendo o estado mais conservado do país.
O ex-deputado também destacou que o próprio estado de São Paulo, base de grande parte dos integrantes do MBL, concede R$ 44 bilhões em incentivos estaduais, valor próximo ao que critica na ZFM. Além disso, Ramos lembrou que os setores mais incentivados do país — como petróleo, mineração, montadoras, aviação e agronegócio — estão concentrados no Sudeste, não no Amazonas.
Entre as empresas que mais recebem incentivos fiscais no Brasil, apenas uma está na Zona Franca: a Samsung, que também opera em Campinas e Limeira, ambas em São Paulo. “Respeite a Zona Franca de Manaus e o povo do Amazonas. O Norte é tão Brasil quanto São Paulo e o Sudeste”, finalizou Marcelo.
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