Prefeito David Almeida indica que pode retirar apoio já declarado a Omar Aziz para as eleições 2026
David afirma que pode rever alianças caso identifique articulações políticas para torná-lo inelegível dentro da Aleam.
- Foto: Reprodução
Notícias de política – O prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), afirmou nesta quinta-feira (13) que pode rever completamente seus apoios políticos para as eleições de 2026 caso identifique que a articulação para torná-lo inelegível, em curso na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), esteja sendo conduzida por aliados ou pré-candidatos que ele já declarou apoiar.
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Atualmente, David está alinhado com a candidatura do senador Omar Aziz (PSD) ao governo do Amazonas e do senador Eduardo Braga (MDB). Mas, segundo ele, o cenário pode virar de cabeça para baixo se houver confirmação de que a ofensiva na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) é alimentada por quem deve, teoricamente, caminhar ao seu lado.
“Eu já declarei meu apoio, mas retiro se esses candidatos estiverem ligados a quem me ataca. Não vou ser vítima de fogo amigo ou de pessoas invisíveis. Isso nunca aconteceu na história da Assembleia Legislativa. Olha o nível de baixaria que se prestam três ou quatro deputados. Em março nós vamos saber (quem está teleguiando esses deputados)”, disse.
David não citou diretamente nenhum parlamentar. “Eu estou fechado (com Omar), meu apoio, mas eu já estou percebendo e eu posso mudar meu apoio. Se esse cerco continuar se fechando, eu posso mudar meu apoio. Já declarei, disse que não sou candidato. Que temor é esse? Esse movimento que tenta me inviabilizar pode mudar o rumo da eleição, porque se eu perceber vou para outro rumo”, disse o prefeito.
Reprovação das contas de 2017 acende disputa política na Aleam
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A tensão que levou o prefeito a disparar recados públicos começou após a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) da Aleam reprovar, por unanimidade, suas contas já aprovadas pelo Tribunal de Contas do Amazonas (TCE-AM) referentes ao período em que foi governador interino do Amazonas, em 2017. A decisão foi assinada por cinco deputados: Alessandra Campelo, Felipe Souza, Rozenha e Wilker Barreto — este último relator do parecer que recomendou a rejeição.
“O Tribunal de Contas tem mais de mil servidores, técnicos, auditores que analisam tudo. As minhas contas foram aprovadas. Não existe precedente no Brasil de um órgão de controle aprovar e a Assembleia reprovar. É o contrário que acontece normalmente. O que estão fazendo é como o ‘poste fazendo xixi no cachorro’. É um absurdo”, ironizou.
Ele disse enxergar a ação como “orquestrada” e classificou o movimento como uma tentativa clara de desgaste pessoal e eleitoral mesmo ele já tendo afirmado que não será candidato em 2026.
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