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Prefeito de Iranduba fecha contrato de R$ 13 milhões após desclassificar propostas mais baratas para a construção do Mercado Municipal 

Licitação para construção do Mercado Municipal de Iranduba terminou com desclassificação de concorrentes que ofertaram preços inferiores ao da empresa vencedora.

Por Natan AMPOST

19/05/2026 às 16:57 - Atualizado em 09/06/2026 às 21:23

Resumo


A empresa M.K Construções, de Manaus, venceu uma licitação de mais de R$ 13,2 milhões para construir o novo Mercado Municipal de Iranduba. O resultado chamou atenção após concorrentes apresentarem propostas menores e serem desclassificadas. A construtora acumula contratos públicos milionários e já esteve no radar do Tribunal de Contas do Amazonas.

Notícias de política – A vitória da empresa Magalhães Construções e Serviços Especializados Ltda, conhecida como M.K Construções, na licitação para construção do novo Mercado Municipal de Iranduba voltou a colocar a empresa no centro das atenções no Amazonas. A construtora venceu a Concorrência Pública nº 002/2026 da Prefeitura de Iranduba e garantiu um contrato de R$ 13.244.642,31 para execução da obra durante a gestão do prefeito Augusto Ferraz.

O resultado do certame chamou atenção após documentos oficiais indicarem que empresas concorrentes apresentaram propostas com valores iguais ou até menores que o lance vencedor, mas acabaram desclassificadas ao longo do processo.

Licitação teve concorrentes desclassificadas

Segundo registros disponíveis no Portal de Compras Públicas, outras quatro empresas participaram da disputa e algumas apresentaram propostas mais baratas que a vencedora. A R F Carvalho Ltda ofertou R$ 12.658.123,39, enquanto a FVB Construção e Sinalização de Trânsito Eireli apresentou lance de R$ 12.986.629,08. Mesmo assim, ambas foram inabilitadas durante a fase de habilitação técnica.

A ata da licitação aponta que a M.K Construções apresentou lance inicial de R$ 13.254.579,47 no processo eletrônico encerrado oficialmente em 15 de maio de 2026 e homologado pelo prefeito Augusto Ferraz, identificado no documento como José Augusto Ferraz de Lima.

Após a rejeição das propostas concorrentes, a empresa reduziu o valor em apenas R$ 9.937,16, fechando o contrato final em R$ 13,2 milhões.

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Leia documento: Ata Final da Concorrência Pública nº 002-2026

A ata registra que todas as concorrentes derrotadas foram eliminadas “conforme parecer técnico”, sem detalhamento na própria ata sobre os motivos específicos das inabilitações.

Até o momento, a prefeitura não divulgou detalhadamente os motivos técnicos que levaram à eliminação das demais participantes.

A ata também revela que:

  • a obra foi licitada pelo critério de menor preço;
  • o edital e anexos técnicos foram publicados em março;
  • houve pedidos de diligência e análise técnica da proposta vencedora;
  • nenhuma empresa apresentou recurso após as inabilitações;
  • a empresa vencedora entregou documentação complementar e planilhas reformuladas durante o processo.

Empresa cresceu rapidamente no Amazonas

Fundada em dezembro de 2021, a M.K Construções tem como sócia-administradora Kathucia de Queiroz Magalhães.

Registrada no bairro Novo Aleixo, zona Norte de Manaus, a empresa possui como atividade principal o comércio atacadista de materiais de construção. Em poucos anos, porém, expandiu rapidamente a atuação para obras públicas e serviços de engenharia.

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A construtora passou a acumular contratos milionários com prefeituras e órgãos públicos do Amazonas em um curto espaço de tempo.

O crescimento acelerado da empresa chamou atenção especialmente após contratos firmados na capital e em municípios do interior.

Contrato milionário em cemitério vertical gerou repercussão

Um dos contratos mais conhecidos da empresa ocorreu em 2024, quando a Secretaria Municipal de Limpeza Urbana (Semulsp), da Prefeitura de Manaus, contratou a construtora por mais de R$ 24,5 milhões.

O acordo previa implantação de módulos em um cemitério vertical na capital amazonense.

Na época, o contrato gerou repercussão pública devido ao alto valor envolvido e aos questionamentos levantados sobre o processo licitatório, incluindo dúvidas relacionadas à competitividade e às exigências técnicas do edital.

Mesmo diante das críticas, a contratação foi mantida.

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TCE-AM suspendeu contrato da empresa em Tabatinga

A atuação da M.K Construções também entrou no radar do Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM).

Em Tabatinga, município localizado a mais de mil quilômetros de Manaus, a empresa venceu em 2025 um contrato de aproximadamente R$ 3,7 milhões ligado ao Fundo Municipal de Educação.

O processo, porém, foi suspenso pela Corte de Contas após identificação de indícios de irregularidades na Concorrência Presencial nº 10/2025.

Entre os problemas apontados pelo TCE-AM estavam possíveis restrições à competitividade, falhas na publicidade do edital e suspeitas de direcionamento.

A decisão determinou ainda suspensão de pagamentos, novos empenhos e aditivos até conclusão da análise técnica.

Empresa também responde ações judiciais

Além dos contratos administrativos, a M.K Construções acumula ações judiciais em diferentes esferas.

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No Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), aparecem processos de execução relacionados a financiamentos e capital de giro movidos por instituições financeiras, entre elas o Banco da Amazônia e a Caixa Econômica Federal.

Na área trabalhista, a empresa também responde a ações no Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região envolvendo cobranças de verbas rescisórias, FGTS e reclamações de ex-funcionários ligados a obras públicas executadas pela construtora.

Disputas em outras licitações

Outro episódio envolvendo a empresa ocorreu na Concorrência nº 007/2025 da Comissão Municipal de Licitação de Manaus, referente à construção de um Centro de Atenção Psicossocial (Caps) no bairro Lago Azul.

A disputa gerou embates administrativos entre empresas concorrentes e discussões técnicas sobre habilitação e capacidade operacional.

Apesar dos recursos apresentados, a M.K Construções acabou derrotada pela Construtora Progresso Ltda, que venceu o contrato estimado em R$ 3,8 milhões.

Mesmo sob questionamentos e monitoramento de órgãos de controle, a construtora segue ampliando espaço em concorrências públicas no Amazonas.

A vitória em Iranduba reforça a rápida ascensão da empresa, que em menos de cinco anos passou de uma companhia recém-criada para administradora de contratos que somam dezenas de milhões de reais em diferentes municípios amazonenses.

Outro lado

A reportagem tentou contato com a assessoria da prefeitura de Iranduba para mais detalhes do caso mas não obetve resposta até o fechamento desta matéria. O espaço segue aberto.

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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