Presidente da CMM vai gastar R$ 51 milhões dos cofres públicos em anexo desnecessário e aluguel de carros
David Reis tem promovido um festival de dispensas de licitação milionárias em sua gestão no comando da CMM.
- Foto: Reprodução
Redação AM POST*
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A Mesa Diretora da Câmara Municipal de Manaus (CMM) presidida pelo vereador David Reis (Avante) autorizou a contratação de empresa especializada em construção civil para executar obras do prédio anexo 2, da Casa Legislativa.
Quem se mostrou contrário à contratação da empresa da construção civil para a realização de uma nova obra no Parlamento foi o vereador Rodrigo Guedes (PSC), o qual diz que o custo será de aproximadamente 40 milhões.
“Saiu no Diário Oficial do Legislativo que estão planejando construir um novo prédio na Câmara Municipal de Manaus. O custo seria cerca R$ 40 milhões! Deixo claro que sou contra, isso não pode acontecer, é totalmente descabido. Esse recurso deveria ser enviado ao Poder Executivo!”, escreveu o parlamentar sobre a possível contratação.
Além de David Reis também assinam o documento os outros membros da Mesa Diretora, os vereadores Wallace Oliveira, Diego Afonso, Caio André, Glória Carratte, Elissandro Bessa, Eduardo Alfaia e João Carlos.
A justifica dos parlamentares é a “relevância dos serviços prestados à sociedade manauara, pelos integrantes desse Parlamento Municipal”. Além disso, os parlamentares que assinaram a decisão justificam, ainda, a grande participação da população manauara nos departamentos da Casa Legislativa e, por isso, a importância de proporcionar uma “estrutura física adequada e compatível com os interesses comuns do Parlamento e da sociedade, disponibilizando instalações e ambientes devidamente projetados para o pleno cumprimento das atividades e das finalidades constitucionais desta Câmara Municipal”.
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David Reis tem promovido um festival de dispensas de licitação milionárias, algumas para contratar serviços que os servidores da Câmara poderiam realizar.
No caso da construção de um novo anexo, causa estranheza que, 14 anos após a inauguração do prédio, esta seja a terceira ampliação, sem que a estrutura do Poder tenha crescido. Vale recordar que, quando a sede foi entregue, em 2007, na gestão do ex-vereador Chico Preto, o espaço era maior que o necessário para o funcionamento dos serviços.
O vereador também mandou alugar nada menos que 21 veículos para as comissões temáticas do Legislativo, ao custo de R$ 11 milhões, mesmo que os vereadores já tenham direito ao ressarcimento por despesas com combustíveis.
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