Política

Presidente da CPI da Covid que está com passaporte apreendido pela justiça pede retenção do documento de Wizard

Acusado de corrupção no Amazonas, o senador não pode deixar país pois está com o passaporte retido pela justiça desde 2019.

Redação AM POST

O presidente da CPI da Covid, Omar Aziz (PSD-AM), que determinou a apreensão do passaporte do empresário bolsonarista Carlos Wizard por não ter comparecido à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), já foi alvo da mesma medida e teve o documento apreendido pela Justiça.

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Omar encaminhou na quinta-feira (17) um ofício ao presidente do Tribunal Regional Federal da Terceira Região (TRF-3), Mairan Maia, solicitando que o desembargador distribua a um juiz criminal o pedido para que Carlos Wizard tenha seu passaporte apreendido quando retornar ao Brasil.

Em julho de 2019, durante a Operação Vertex, a Polícia Federal do Amazonas prendeu familiares do senador por suspeita de envolvimento em esquemas de lavagem de dinheiro, organização criminosa e corrupção passiva. Na ocasião, foram presos a esposa de Omar Aziz, Nejmi Aziz, e os três irmãos dele: Murad, Amim e Mansour. Na época, o parlamentar não foi levado pela Polícia. Conseguiu se blindar por causa do foro privilegiado. No entanto, as investigações apontam fortes suspeitas do parlamentar com envolvimento em corrupção.

Na época, a Justiça do Amazonas proibiu o parlamentar de sair do país e determinou que seu passaporte fosse retido. A medida ocorreu no âmbito da operação Vertex, desborramento da Maus Caminhos, que apurou desvios de recursos para à área de saúde do estado.

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A investigação foi desmembrada pelo STF (Supremo Tribunal Federal) em razão de indícios detectados de recebimentos de vantagens indevidas por um ex-governador como Omar Aziz, que, por exercer o cargo de senador, poderia ter direito a foro por privilegiado.

De acordo com reportagem do site CNN, o advogado de Aziz, Simonetti Neto, confirmou o bloqueio dos bens do político e o passaporte retido, mas afirmou que o juiz que decretou essas medidas era incompetente e que aguarda a decisão da nova juíza do caso.

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